{"id":10006,"date":"2014-03-18T09:21:02","date_gmt":"2014-03-18T12:21:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=10006"},"modified":"2014-03-18T09:21:02","modified_gmt":"2014-03-18T12:21:02","slug":"enquanto-brasil-fiscaliza-agrotoxico-em-so-13-alimentos-eua-e-ue-analisam-em-300","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/enquanto-brasil-fiscaliza-agrotoxico-em-so-13-alimentos-eua-e-ue-analisam-em-300\/","title":{"rendered":"Enquanto Brasil fiscaliza agrotoxico em s\u00f3 13 alimentos, EUA e UE analisam em 300"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/enquanto-brasil-fiscaliza-agrotoxico-em-so-13-alimentos-eua-e-ue-analisam-em-300\/attachment\/aplicacao-de-agrotoxicos\/\" rel=\"attachment wp-att-10007\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10007\" title=\"Aplica\u00e7\u00e3o de Agrotoxicos\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Aplica\u00e7\u00e3o-de-Agrotoxicos-1024x685.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Anvisa confirmou que, em 2012, s\u00f3 13 alimentos foram monitorados, mas informou que a tend\u00eancia \u00e9 de expans\u00e3o do n\u00famero de culturas. O enfoque do Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos, explicou, s\u00e3o os itens mais consumidos pela popula\u00e7\u00e3o e importantes na cesta b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Segundo a Anvisa, o milho est\u00e1 sendo monitorado desde 2012 na forma de fub\u00e1, e o trigo passou a ser monitorado na forma de farinha desde 2013, mas o resultado ainda n\u00e3o foi divulgado.<\/p>\n<p><strong>Registro n\u00e3o tem prazo de validade<\/strong><br \/>\nA falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos faz parte da s\u00e9rie \u201cNo pa\u00eds do faz de conta\u201d, iniciada no domingo pelo jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>. Hoje, 434 ingredientes ativos e 2.400 formula\u00e7\u00f5es de agrot\u00f3xicos est\u00e3o registrados nos minist\u00e9rios da Sa\u00fade, da Agricultura (Mapa) e do Meio Ambiente e s\u00e3o permitidos.<\/p>\n<p>Dos 50 mais utilizados nas lavouras, 22 s\u00e3o proibidos na Uni\u00e3o Europeia. Mato Grosso \u00e9 o maior consumidor, com quase 20%, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco).<\/p>\n<p>O contrabando, sobretudo via Paraguai e Uruguai, de produtos de origem chinesa, sem controle dos aditivos, representa outro problema. E o uso ilegal de agrot\u00f3xicos preocupa. O DTT, proibido em todo o mundo, foi achado em 2013 na Amaz\u00f4nia, usado por empresas, segundo o Ibama, para acelerar a devasta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas.<\/p>\n<p>Sobre os 22 defensivos proibidos, os t\u00e9cnicos da Anvisa explicam que, no pa\u00eds, o registro de agrot\u00f3xico n\u00e3o tem prazo de validade. Uma vez concedido, s\u00f3 pode ser retirado ou alterado ap\u00f3s reavalia\u00e7\u00e3o que mostre mudan\u00e7a no perfil de seguran\u00e7a do produto. A ag\u00eancia iniciou processo de reavalia\u00e7\u00e3o em 2008 que resultou, at\u00e9 agora, no banimento de quatro produtos e no reenquadramento de dois.<\/p>\n<p>O custo dos agrot\u00f3xicos \u00e0 sa\u00fade \u00e9 grande. Segundo o professor Fernando Carneiro, da Universidade Bras\u00edlia, a cada US$ 1 gasto em agrot\u00f3xico, h\u00e1 um custo de US$ 1,28 em atendimento ao intoxicado.<\/p>\n<p>&#8211; A intoxica\u00e7\u00e3o aguda afeta o trabalhador rural e o da f\u00e1brica. A cr\u00f4nica atinge o consumidor, que fica mais exposto a doen\u00e7as como c\u00e2ncer e altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas. O Mapa e as secretarias de agricultura t\u00eam dinheiro para monitorar e vigiar gado por causa da exporta\u00e7\u00e3o. Quando se fala em agrot\u00f3xicos, n\u00e3o h\u00e1 estrutura nem fiscais.<\/p>\n<p>Para a professora Karen Friedrich, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Sa\u00fade, da Fiocruz, a fiscaliza\u00e7\u00e3o na carne que chega aos lares deveria ser iniciada o quanto antes:<\/p>\n<p>&#8211; A contamina\u00e7\u00e3o deve ocorrer em industrializados, como molho de tomate e suco em caixa.<\/p>\n<p>Karen diz que \u00e9 preciso que os munic\u00edpios e estados atuem onde ocorre a contamina\u00e7\u00e3o e que falta investimento para ampliar a an\u00e1lise, embora a Anvisa \u201cfa\u00e7a milagre com o que disp\u00f5e\u201d.<\/p>\n<p>Para os trabalhadores rurais, o cen\u00e1rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de restri\u00e7\u00f5es. Cerca de um quarto das fazendas recenseadas no pa\u00eds em 2006, ou 1.376.217, declaravam usar agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio, no ano passado foram autuadas 420 das 680 propriedades rurais fluminenses por irregularidades envolvendo agrot\u00f3xicos. Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, critica:<\/p>\n<p>&#8211; Num pa\u00eds onde o clima favorece parasitas e pragas danosas, n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 60 anos acompanho a agricultura e \u00e9 tudo muito mal feito, papo-furado, ilus\u00f5es. Se dependermos da a\u00e7\u00e3o do governo, estamos num mato sem cachorro.<\/p>\n<p><strong>Para governo, lei \u00e9 r\u00edgida e moderna<\/strong><br \/>\nO coordenador geral de agrot\u00f3xicos e afins do Mapa, J\u00falio S\u00e9rgio Brito, assegura que o sistema de controle \u00e9 t\u00e3o avan\u00e7ado quanto os dos principais pa\u00edses do mundo. Segundo Brito, a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cr\u00edgida, moderna e profunda\u201d. Para ser aprovado para uso agr\u00edcola, explica, o produto \u00e9 avaliado sob os pontos de vista agron\u00f4mico, de sa\u00fade e ambiental.<\/p>\n<p>Eloisa Dutra Caldas, professora de Toxicologia da UnB, diz que o problema est\u00e1 no fato de haver res\u00edduos de agrot\u00f3xicos em produtos para os quais seu uso n\u00e3o est\u00e1 autorizado:<\/p>\n<p>&#8211; Cerca de 50% das mais de 14 mil amostras analisadas por Anvisa e Mapa at\u00e9 2010 continham res\u00edduos de pesticidas. Este percentual n\u00e3o \u00e9 muito diferente do encontrado no resto do mundo.<\/p>\n<p>Henrique Mazotini, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Distribuidores de Insumos Agropecu\u00e1rios (Andav), no entanto, reconhece que h\u00e1 desvios:<\/p>\n<p>&#8211; Aqui falta gente e infraestrutura. Al\u00e9m disso, o Brasil sucateou sua extens\u00e3o rural e falta orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aos produtores.<\/p>\n<p>Frequentadores da feira livre da Pra\u00e7a Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, se mostram preocupados. O aposentado Jos\u00e9 Barbosa gostaria de saber quais agrot\u00f3xicos incidem sobre os alimentos:<\/p>\n<p>&#8211; Deveria haver mais informa\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o. Principalmente no caso do morango, que \u00e9 uma fruta mais sens\u00edvel, com uma casquinha fina, que absorve muita coisa.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de defensivos rebate o argumento de que h\u00e1 risco \u00e0 sa\u00fade. O agr\u00f4nomo Guilherme Guimar\u00e3es, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defesa Vegetal, diz que a seguran\u00e7a alimentar do consumidor \u00e9 testada pelos \u00f3rg\u00e3os que liberam os produtos.<\/p>\n<p>Quanto ao fato de que o Brasil ainda tem agrot\u00f3xicos j\u00e1 banidos no exterior, ele diz que isso se deve ao clima e a adversidades.<\/p>\n<p>O Ibama diz que aplicou R$ 14,5 milh\u00f5es em multa em 2013, a maior parte na apreens\u00e3o de produtos ilegais importados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Por \u00a0Andrea Freitas, Clarice Spitz e Eliane Oliveira,\u00a0O Globo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anvisa confirmou que, em 2012, s\u00f3 13 alimentos foram monitorados, mas informou que a tend\u00eancia \u00e9 de expans\u00e3o do n\u00famero de culturas. O enfoque do Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos, explicou, s\u00e3o os itens mais consumidos pela popula\u00e7\u00e3o e importantes na cesta b\u00e1sica. Segundo a Anvisa, o milho est\u00e1 sendo monitorado desde 2012 na forma de fub\u00e1, e o trigo passou a ser monitorado na forma de farinha desde 2013, mas o resultado ainda n\u00e3o foi divulgado. Registro n\u00e3o tem prazo de validade A falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos faz parte da s\u00e9rie \u201cNo pa\u00eds [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10007,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10006","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10006"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10006\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}