{"id":11832,"date":"2015-07-07T15:30:10","date_gmt":"2015-07-07T18:30:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=11832"},"modified":"2015-07-07T15:30:10","modified_gmt":"2015-07-07T18:30:10","slug":"mercado-imobiliario-e-seguro-e-nao-vive-grande-crise-avalia-vice-presidente-de-habitacao-da-caixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/mercado-imobiliario-e-seguro-e-nao-vive-grande-crise-avalia-vice-presidente-de-habitacao-da-caixa\/","title":{"rendered":"Mercado imobili\u00e1rio \u00e9 seguro e n\u00e3o vive &#8220;grande crise&#8221;, avalia vice-presidente de habita\u00e7\u00e3o da Caixa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/constru\u00e7\u00e3o-civil.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-11833\" title=\"constru\u00e7\u00e3o civil\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/constru\u00e7\u00e3o-civil.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o vice-presidente de Habita\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Teot\u00f4nio Rezende, o mercado imobili\u00e1rio brasileiro passa por um per\u00edodo de acomoda\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deve ser confundido com uma crise sist\u00eamica. Ao participar de debate durante o 62\u00ba F\u00f3rum Nacional da Habita\u00e7\u00e3o de Interesse Social, na quinta-feira (2), em Campinas (SP), Rezende argumentou que a demanda por im\u00f3veis \u00e9 consistente, sem caracter\u00edsticas especulativas, enquanto os financiamentos habitacionais s\u00e3o seguros, afastando riscos de inadimpl\u00eancia e queda generalizada dos pre\u00e7os, como se viu em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos um ciclo altamente virtuoso, que come\u00e7ou em 2004, com auge em 2011. De l\u00e1 para c\u00e1, passamos por uma fase de transi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o diria que o setor est\u00e1 em crise, mas sim saindo da euforia e voltando para a realidade&#8221;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>Embora o mercado registre volumes altos de distratos e de estoques, al\u00e9m de baixa velocidade de vendas, Rezende ressaltou que o contexto brasileiro difere do contexto de uma bolha como a vivida pelos Estados Unidos h\u00e1 alguns anos. Ele citou que o porcentual dos financiamentos em rela\u00e7\u00e3o ao valor do im\u00f3vel (Loan to Value, LTV, em ingl\u00eas) atingiu 64,9% no Brasil em mar\u00e7o, ante 65,4% em dezembro, um patamar que tem se mantido est\u00e1vel apesar do aumento no volume de financiamentos. J\u00e1 nos Estados Unidos, o LTV chegou a superar 100%. Com isso, seria necess\u00e1rio ocorrer uma desvaloriza\u00e7\u00e3o de, ao menos, 40% nos pre\u00e7os por aqui para que a d\u00edvida dos mutu\u00e1rios se tornasse maior que o valor do bem financiado neste momento.<\/p>\n<p>&#8220;Em alguns mercados, acreditamos que pode ter uma queda de 10% a at\u00e9 18% nos pre\u00e7os. Mas \u00e9 normal ap\u00f3s uma onda de euforia. No geral, as perspectivas s\u00e3o boas no longo prazo&#8221;, disse. &#8220;Temos um cr\u00e9dito com bastante qualidade, que nos afasta de uma situa\u00e7\u00e3o de default (calote) ou de bolha&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Rezende tamb\u00e9m mencionou que, no Brasil, o d\u00e9ficit habitacional \u00e9 de cerca de seis milh\u00f5es de unidades, e que a grande maioria das compras de im\u00f3veis \u00e9 feita por usu\u00e1rios finais. Nos Estados Unidos, os neg\u00f3cios que inflaram a bolha foram feitos por especuladores que adquiriam a segunda ou terceira moradia em meio ao ambiente de taxas de juros reduzidas. &#8220;S\u00e3o fatores que tornam diferente a realidade brasileira em rela\u00e7\u00e3o a de outros pa\u00edses. E n\u00e3o se pode dizer que o Pa\u00eds vive uma grande crise&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Demanda e cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados apresentados pelo vice-presidente de habita\u00e7\u00e3o, o site da Caixa registrou em mar\u00e7o 6,16 milh\u00f5es de acessos em seu simulador online de financiamentos habitacionais, mais do que os 5,34 milh\u00f5es de dezembro. &#8220;A procura neste ano continua bastante grande, at\u00e9 maior do que ao longo do ano passado&#8221;, comentou Rezende, ressaltando que a procura est\u00e1 concentrada no segmento de im\u00f3veis econ\u00f4micos. Do total de acessos, 40,29% buscaram unidades de R$ 100 mil a R$ 150 mil, 20,19% foram para unidades de R$ 150 mil a R$ 200 mil, 19,00% para at\u00e9 R$ 100 mil, 10,69% para R$ 200 mil a R$ 300 mil, 6,76% para R$ 300 mil a R$ 500 mil e 3,07% acima de R$ 500 mil.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta de cr\u00e9dito, Rezende admitiu que todos os bancos t\u00eam sido afetados pela capta\u00e7\u00e3o l\u00edquida negativa das cadernetas de poupan\u00e7a. Isso, por\u00e9m, afetou mais a Caixa, que det\u00e9m 68% do mercado de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e 34% do estoque de poupan\u00e7a. &#8220;A queda na poupan\u00e7a \u00e9 uma das maiores da hist\u00f3ria&#8221;, observou, defendendo a necessidade de diversificar os instrumentos de funding.<\/p>\n<p>O executivo reiterou que a institui\u00e7\u00e3o financeira ir\u00e1 priorizar a concess\u00e3o de financiamentos para a moradia popular, quem tem como o funding o FGTS. Neste setor, o montante de empr\u00e9stimos em 2015 pelo banco pode at\u00e9 superar o de 2014. &#8220;O mercado imobili\u00e1rio est\u00e1 em transi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o ruim quanto se imagina. Na habita\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o h\u00e1 nenhum ind\u00edcio de queda&#8221;.<\/p>\n<p><em>Circe Bonatelli (Site Constru\u00e7\u00e3o Mercado)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Para o vice-presidente de Habita\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Teot\u00f4nio Rezende, o mercado imobili\u00e1rio brasileiro passa por um per\u00edodo de acomoda\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deve ser confundido com uma crise sist\u00eamica. 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