{"id":13907,"date":"2017-03-03T12:10:11","date_gmt":"2017-03-03T15:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/creapb.org.br\/?p=13907"},"modified":"2017-03-03T12:17:40","modified_gmt":"2017-03-03T15:17:40","slug":"crea-adere-a-campanha-nem-uma-a-menos-e-incentiva-participacao-de-mulher-engenheira-nos-espacos-de-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/crea-adere-a-campanha-nem-uma-a-menos-e-incentiva-participacao-de-mulher-engenheira-nos-espacos-de-poder\/","title":{"rendered":"CREA adere \u00e0 campanha \u201cNem uma a menos!\u201d e incentiva participa\u00e7\u00e3o da mulher engenheira nos espa\u00e7os de debate"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13908 aligncenter\" src=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/dia-da-mulher-site-crea-1.jpg\" alt=\"dia da mulher site crea 1\" width=\"850\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/dia-da-mulher-site-crea-1.jpg 850w, https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/dia-da-mulher-site-crea-1-300x141.jpg 300w, https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/dia-da-mulher-site-crea-1-768x361.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), uma mulher \u00e9 morta a cada 2 horas por um homem. Para dar destaque ao assunto, v\u00e1rios movimentos sociais encabe\u00e7am a campanha \u201cNem uma menos!\u201d, que nasce da indigna\u00e7\u00e3o com as freq\u00fcentes mortes de mulheres no pa\u00eds. Na semana em que comemora-se o Dia da Mulher, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Para\u00edba (Crea-PB) traz \u00e0 tona o debate, que n\u00e3o \u00e9 caso de pol\u00edcia, mas um problema social, cultural, de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o e de machismo.<\/p>\n<p>Presidente do Crea, a agr\u00f4noma Giuc\u00e9lia Figueiredo acredita que suscitar a discuss\u00e3o em torno do tema \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de cidadania e lembra que o problema deve ser combatido atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas especificas para que a viol\u00eancia seja de fato coibida. \u201cEnquanto a sociedade clama para que essas mulheres n\u00e3o sejam s\u00f3 n\u00fameros de uma estat\u00edstica assustadora, o Governo Federal, sob uma perspectiva policialesca, tira da Secretaria de Pol\u00edticas Para Mulheres o status de minist\u00e9rio da pasta, agora subordinada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Enquanto isso, os discursos mis\u00f3genos de parlamentares e pol\u00edticos conservadores avan\u00e7aram em todo o pa\u00eds. Isso se confronta com a necessidade de enxergar as pol\u00edticas para as mulheres de maneira ampla\u201d, alerta Giuc\u00e9lia.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, a realidade \u00e9 assustadora. Segundo dados do Mapa da Viol\u00eancia 2015 \u2013 Homic\u00eddios de Mulheres, o n\u00famero de viol\u00eancia contra a mulher cresceu 260% no estado entre 2003 e 2013, pulando de 35 para at\u00e9 140 casos. A esse crime d\u00e1-se o nome de feminic\u00eddio, termo que passou a ser reconhecido principalmente ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da lei que o tornou uma qualificadora do homic\u00eddio, mas ainda \u00e9 pouco discutido. \u201cEm parceria com a Fisenge [Federa\u00e7\u00e3o Interestadual de Sindicatos de Engenheiros], levantamos esse debate como uma forma de lembrar, neste 8 de mar\u00e7o, que as mulheres conquistaram muitos avan\u00e7os, mas que o direito fundamental, que \u00e9 a vida, ainda precisa ser assegurado, e \u00e9 papel da sociedade cobrar do Poder P\u00fablico pol\u00edticas que contemplem essa quest\u00e3o, acima de tudo, social\u201d, explica a presidente do Crea-PB.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13909\" aria-describedby=\"caption-attachment-13909\" style=\"width: 480px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13909\" src=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/giucelia.jpg\" alt=\"Em cinco d\u00e9cadas de exist\u00eancia da entidade, Giuc\u00e9lia \u00e9 a primeira presidente mulher do Crea-PB.\" width=\"480\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/giucelia.jpg 480w, https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/giucelia-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13909\" class=\"wp-caption-text\">Em cinco d\u00e9cadas de exist\u00eancia da entidade, Giuc\u00e9lia \u00e9 a primeira presidente mulher do Crea-PB.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Giuc\u00e9lia Figueiredo lembra que a l\u00f3gica patriarcal de que \u201cbriga de marido e mulher n\u00e3o se mete a colher\u201d mant\u00e9m a viol\u00eancia no campo privado, como se eximisse o Estado e a sociedade de sua responsabilidade, mas afirma: a como\u00e7\u00e3o e a sensa\u00e7\u00e3o de impunidade a cada mulher violentada e morta precisam ser direcionadas para a\u00e7\u00f5es que d\u00eaem sentido \u00e0 palavra de ordem \u201cNem uma a Menos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mulheres na Engenharia <\/strong><\/p>\n<p>Primeira mulher a presidir o Crea da Para\u00edba, Giuc\u00e9lia, apesar dos desafios, v\u00ea com otimismo as transforma\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas na sociedade, especialmente na \u00e1rea da Engenharia, vista como predominantemente masculina at\u00e9 ent\u00e3o. Ela ressalta que, al\u00e9m de ter aumentado o n\u00famero de estudantes do sexo feminino nos cursos da \u00e1rea tecnol\u00f3gica, tamb\u00e9m cresceu o n\u00famero de mulheres nos espa\u00e7os de debate e de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora a participa\u00e7\u00e3o masculina ainda seja muito superior \u00e0 feminina no setor, esta diferen\u00e7a est\u00e1 cada vez menor. Segundo dados do Sindicato dos Engenheiros do Estado de S\u00e3o Paulo, as mulheres continuam minoria na engenharia, mas em 2013 chegaram a 19% dos empregados formais. S\u00e3o 17.875 no total de 92.478. Em 2003, eram 7.829 e representavam 15%. Outro dado significante \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da disparidade por g\u00eanero. Em 2003, as engenheiras tinham sal\u00e1rios que representavam em m\u00e9dia 75% dos pagos aos seus colegas do sexo masculino. Em 2013, j\u00e1 obtinham remunera\u00e7\u00e3o equivalente a 81%.<\/p>\n<p>A Para\u00edba acompanha a m\u00e9dia nacional, com cerca de 20% dos profissionais ativos no Crea-PB sendo mulheres. Dos 12.419 registrados no Conselho Profissional, 2.538 s\u00e3o mulheres. A \u00e1rea de engenharia civil apresentou o maior aumento nos \u00faltimos 10 anos, de 166 engenheiras registradas em 2007 para 1070 profissionais ativas em 2017, um incremento de 85%.<\/p>\n<p>Para a presidente do Crea-PB, os n\u00fameros s\u00e3o animadores e revelam que ocorre hoje uma transforma\u00e7\u00e3o da Engenharia no Brasil. \u201cCom essas mudan\u00e7as, surgem espa\u00e7os que passam a refletir o papel da mulher nas nossas profiss\u00f5es e, principalmente, o papel da mulher engenheira na sociedade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Giuc\u00e9lia Figueiredo cita os Coletivos de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros da Para\u00edba (Senge-PB) e da Fisenge como expoentes nesse processo. \u201cS\u00e3o espa\u00e7os democr\u00e1ticos fundamentais, onde as engenheiras debatem e v\u00e3o \u00e0 luta por uma s\u00e9rie quest\u00f5es que nos envolvem enquanto profissionais e cidad\u00e3s. O Senge-PB e a Fisenge t\u00eam andado de m\u00e3os dadas de forma atuante e comprometida. \u00c9 preciso ter a compreens\u00e3o de que n\u00f3s, mulheres, precisamos assumir esse papel ativo para construirmos a sociedade que queremos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Crea-PB\/ Grazielle Uch\u00f4a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), uma mulher \u00e9 morta a cada 2 horas por um homem. Para dar destaque ao assunto, v\u00e1rios movimentos sociais encabe\u00e7am a campanha \u201cNem uma menos!\u201d, que nasce da indigna\u00e7\u00e3o com as freq\u00fcentes mortes de mulheres no pa\u00eds. Na semana em que comemora-se o Dia da Mulher, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Para\u00edba (Crea-PB) traz \u00e0 tona o debate, que n\u00e3o \u00e9 caso de pol\u00edcia, mas um problema social, cultural, de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o e de machismo. Presidente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13912,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13907","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13907"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13907\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13914,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13907\/revisions\/13914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}