{"id":15898,"date":"2019-02-15T13:19:39","date_gmt":"2019-02-15T16:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/creapb.org.br\/?p=15898"},"modified":"2019-02-15T13:20:45","modified_gmt":"2019-02-15T16:20:45","slug":"prefeitura-de-cajazeiras-desvaloriza-engenharia-e-crea-pb-pede-retificacao-de-edital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/prefeitura-de-cajazeiras-desvaloriza-engenharia-e-crea-pb-pede-retificacao-de-edital\/","title":{"rendered":"Prefeitura de Cajazeiras desvaloriza Engenharia e Crea-PB pede retifica\u00e7\u00e3o de edital"},"content":{"rendered":"<p>Concurso p\u00fablico oferece remunera\u00e7\u00e3o inferior ao piso da categoria<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (14), mais um edital para concurso p\u00fablico foi lan\u00e7ado na Para\u00edba desrespeitando o Sal\u00e1rio M\u00ednimo Profissional, estabelecido pela\u00a0\u00a0Lei Federal n\u00ba 4.950-A\/1966, que regulamenta a remunera\u00e7\u00e3o dos profissionais diplomados em Engenharia e Agronomia. Al\u00e9m de oferecer sal\u00e1rio abaixo do piso a engenheiros civis, ambientais, eletricistas e agr\u00f4nomos, a prefeitura municipal de Cajazeiras estabelece remunera\u00e7\u00f5es desiguais para os profissionais dessa categoria sem nenhum crit\u00e9rio t\u00e9cnico ou legal que o justifique.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez. S\u00f3\u00a0no in\u00edcio de 2019,\u00a0o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Para\u00edba (Crea-PB) j\u00e1 protocolou dois pedidos de impugna\u00e7\u00e3o a concursos p\u00fablicos. Em vez de retificarem os editais, as prefeituras de Lucena e S\u00e3o Jos\u00e9 de Caiana fizeram manobras para n\u00e3o cumprirem a legisla\u00e7\u00e3o, retirando do quadro de forma\u00e7\u00e3o dos cargos as profiss\u00f5es da Engenharia.<\/p>\n<p>Para o presidente do Crea-PB, Antonio Carlos de Arag\u00e3o,\u00a0as remunera\u00e7\u00f5es\u00a0oferecidas n\u00e3o condizem com a complexidade das atribui\u00e7\u00f5es dos profissionais de Engenharia e \u00e1reas afins. O certame prev\u00ea sal\u00e1rios de R$998,00 para agr\u00f4nomos, R$1.200,00 para engenheiros ambientais, R$1.500,00 para engenheiros eletricistas e R$2.722,53 para engenheiros civis. &#8220;O edital tem muitas inconsist\u00eancias, como o fato de t\u00e9cnicos terem vencimentos maiores que profissionais de n\u00edvel superior, engenheiros agr\u00f4nomos\u00a0terem\u00a0sal\u00e1rios id\u00eanticos aos cargos que exigem apenas o n\u00edvel fundamental,\u00a0como os de copeiros, coveiros, merendeiras e outros . N\u00e3o trata-se de desmerecer\u00a0essas\u00a0fun\u00e7\u00f5es, mas h\u00e1 que se considerar a responsabilidade e complexidade do exerc\u00edcio profissional das engenharias&#8221;, argumenta Arag\u00e3o.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15899 aligncenter\" src=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cajazeiras.jpg\" alt=\"\" width=\"790\" height=\"418\" \/><\/p>\n<p>Ele questiona ainda o porqu\u00ea da desigualdade entre as remunera\u00e7\u00f5es oferecidas para os engenheiros de diferentes modalidades, j\u00e1 que todos s\u00e3o regidos pela mesma legisla\u00e7\u00e3o e t\u00eam, igualmente, papel estrat\u00e9gico no desenvolvimento das cidades.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado pelo engenheiro \u00e9 o fato de que esses profissionais ser\u00e3o respons\u00e1veis por obras que custam milhares ou at\u00e9 milh\u00f5es de reais. \u201cA remunera\u00e7\u00e3o oferecida est\u00e1 longe de ser proporcional ao peso da responsabilidade de um cargo como esse. Al\u00e9m disso, precisamos ser realistas, a baixa remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria, mas pode influenciar a corrup\u00e7\u00e3o de alguns ao lidarem com montantes de dinheiro t\u00e3o expressivos como os alocados para as obras p\u00fablicas\u201d, comenta\u00a0o presidente do Crea.<\/p>\n<p>Arag\u00e3o esclarece que os munic\u00edpios e estados t\u00eam autonomia para sancionarem leis espec\u00edficas sobre os sal\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos, desobrigando-os a cumprir o piso salarial estabelecido por Lei Federal, mas insiste que isso n\u00e3o pode ser utilizado como desculpa. \u201cMais do que uma quest\u00e3o legal, trata-se da valoriza\u00e7\u00e3o e do respeito a \u00a0profiss\u00f5es que s\u00e3o vitais para a qualidade, seguran\u00e7a e economicidade das obras e servi\u00e7os essenciais para a sociedade. Um gestor n\u00e3o pode se furtar dessa responsabilidade social, acima de tudo\u201d, conclui o engenheiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Grazielle Uch\u00f4a\/Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Crea-PB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concurso p\u00fablico oferece remunera\u00e7\u00e3o inferior ao piso da categoria Nesta quinta-feira (14), mais um edital para concurso p\u00fablico foi lan\u00e7ado na Para\u00edba desrespeitando o Sal\u00e1rio M\u00ednimo Profissional, estabelecido pela\u00a0\u00a0Lei Federal n\u00ba 4.950-A\/1966, que regulamenta a remunera\u00e7\u00e3o dos profissionais diplomados em Engenharia e Agronomia. Al\u00e9m de oferecer sal\u00e1rio abaixo do piso a engenheiros civis, ambientais, eletricistas e agr\u00f4nomos, a prefeitura municipal de Cajazeiras estabelece remunera\u00e7\u00f5es desiguais para os profissionais dessa categoria sem nenhum crit\u00e9rio t\u00e9cnico ou legal que o justifique. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez. 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