{"id":16503,"date":"2019-08-13T16:08:03","date_gmt":"2019-08-13T19:08:03","guid":{"rendered":"http:\/\/creapb.org.br\/?p=16503"},"modified":"2019-08-13T16:08:03","modified_gmt":"2019-08-13T19:08:03","slug":"agrotoxicos-e-a-seguranca-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/agrotoxicos-e-a-seguranca-alimentar\/","title":{"rendered":"AGROT\u00d3XICOS E A SEGURAN\u00c7A ALIMENTAR"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-16504\" src=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Agentes-do-Crea-PB-fiscalizam-com\u00e9rcio-de-agrot\u00f3xicos.jpg\" width=\"600\" height=\"448\" \/><\/p>\n<p>Criados durante a Primeira Guerra Mundial e usados posteriormente como arma qu\u00edmica, os agrot\u00f3xicos tornaram-se assunto comum entre os brasileiros. Eles s\u00e3o utilizados hoje nas lavouras para o controle de pragas e doen\u00e7as, evitando os preju\u00edzos econ\u00f4micos dos agricultores. A aten\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao seu uso de maneira adequada \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es do Conselho de Engenharia e Agronomia da Para\u00edba (Crea-PB). Isso porque a aplica\u00e7\u00e3o desses produtos qu\u00edmicos est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 seguran\u00e7a alimentar das fam\u00edlias paraibanas.<\/p>\n<p>Segundo o engenheiro agr\u00f4nomo Jo\u00e3o Alberto de Souza, diretor do Crea-PB, um alimento seguro \u00e9 aquele no qual n\u00e3o h\u00e1 res\u00edduos de agrot\u00f3xicos ou aqueles que, mesmo tratados com agrot\u00f3xicos, apresentam um limite m\u00e1ximo de res\u00edduos permitido pela legisla\u00e7\u00e3o e determinado pela ANVISA.<\/p>\n<p>Quem pode orientar os produtores sobre esse limite \u00e9 o engenheiro agr\u00f4nomo que, atrav\u00e9s do Receitu\u00e1rio Agron\u00f4mico, indica se \u00e9 necess\u00e1rio e qual o tipo de produto apropriado para determinada cultura, em qual per\u00edodo da safra dever\u00e1 ser aplicado, em que quantidade e quaisquer outras especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas necess\u00e1rias. Segundo Jo\u00e3o Alberto, a compra dos agrot\u00f3xicos se assemelha aos rem\u00e9dios que exigem receitas, como os antibi\u00f3ticos. \u201cDa mesma forma que esses medicamentos s\u00f3 podem ser vendidos com a receita m\u00e9dica, os agrot\u00f3xicos tamb\u00e9m s\u00f3 devem ser comercializados mediante a emiss\u00e3o do receitu\u00e1rio agron\u00f4mico por um agr\u00f4nomo, respons\u00e1vel t\u00e9cnico por uma empresa ou produtor\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com o agr\u00f4nomo, muitos agricultores ainda usam o produto sem receber essa orienta\u00e7\u00e3o. \u201c O grande risco \u00e9 que, sem receber a assist\u00eancia t\u00e9cnica do engenheiro agr\u00f4nomo, eles podem estar usando produtos que n\u00e3o estejam registrados para a cultura, em dose excessiva, at\u00e9 porque existe uma dificuldade em entender os r\u00f3tulos e bulas\u201d, comenta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>RISCOS PARA OS TRABALHADORES E PARA O MEIO AMBIENTE<\/strong><\/p>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo tamb\u00e9m desempenha um papel importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a do trabalho, j\u00e1 que, segundo o diretor do Crea-PB, muitos trabalhadores n\u00e3o usam os Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPIs), necess\u00e1rios para o manuseio dos agrot\u00f3xicos, do preparo da cauda (mistura do produto com \u00e1gua) at\u00e9 sua aplica\u00e7\u00e3o com o pulverizador. \u201cO risco de intoxica\u00e7\u00e3o aguda ou cr\u00f4nica \u00e9 muito alta. Existem casos comprovados de morte de trabalhadores expostos inadequadamente aos agrot\u00f3xicos\u201d, aponta Jo\u00e3o Alberto.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o do Conselho \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 destina\u00e7\u00e3o ambientalmente correta das embalagens vazias de agrot\u00f3xicos, j\u00e1 que \u00e9 recorrente a identifica\u00e7\u00e3o de que essas embalagens s\u00e3o descartadas em lix\u00f5es, enterradas, e podem causar contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e do meio ambiente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-16505 alignright\" src=\"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/anvisa-libera-o-uso-de-agrotoxico-que-pode-causar-danos-graves-ao-sistema-nervoso-foto.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo conta que existe um ponto de coleta de embalagens vazias, que recebe tamb\u00e9m restos de produto e produtos fora da validade. \u201cFica na BR 101, pr\u00f3ximo a Mamanguape. L\u00e1, embalagens que s\u00e3o vendidas por comerciantes registrados na Para\u00edba e tamb\u00e9m algum produto de fora pode ser entregue. O importante \u00e9 retirar ao m\u00e1ximo as embalagens vazias e os produtos fora de uso do meio ambiente\u201d adverte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 POSS\u00cdVEL RETIRAR OS RES\u00cdDUOS DOS AGROT\u00d3XICOS DO ALIMENTO? <\/strong><\/p>\n<p>Enquanto o Crea fiscaliza os com\u00e9rcios e propriedades para assegurar que o uso dos agrot\u00f3xicos seja feito sob a orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de um profissional habilitado, h\u00e1, na ponta do processo, uma preocupa\u00e7\u00e3o por parte de quem consome esses alimentos. A d\u00favida sobre como lavar os alimentos \u00e9 recorrente.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Alberto de Souza explica que, embora m\u00e9todos como lavar as frutas e verduras com \u00e1gua sanit\u00e1ria possa ajudar, primeiramente \u00e9 preciso entender o modo de opera\u00e7\u00e3o desses produtos. \u201cH\u00e1 agrot\u00f3xicos que atuam na forma de contato, ent\u00e3o s\u00e3o aplicados e ficam na superf\u00edcie das frutas,<\/p>\n<p>das plantas, das ramas. Hoje, j\u00e1 se sabe que uma parte do produto consegue atravessar o produto e as barreiras da folha. Com o produto de contato, se n\u00e3o for respeitado o per\u00edodo de car\u00eancia \u2013 \u00e9 aquele entre a \u00faltima aplica\u00e7\u00e3o do produto qu\u00edmico e a colheita para o consumo, no qual os res\u00edduos dos agrot\u00f3xicos se degradam pela a\u00e7\u00e3o do sol, da chuva e da \u00e1gua -,\u00a0 aumentam os riscos de seguran\u00e7a daquele alimento, mas, pelo tipo de aplica\u00e7\u00e3o do produto, a lavagem pode surtir mais efeitos\u201d, explica o agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>Outro tipo de a\u00e7\u00e3o s\u00e3o os produtos sist\u00eamicos, que s\u00e3o aqueles aplicados e absorvidos pela planta e passam a circular na sua seiva. \u201c\u00c9 como se fosse um rem\u00e9dio que recebemos na veia. O nosso sangue \u00e9 a seiva das plantas. Esse produto, voc\u00ea n\u00e3o tem como retirar do sistema, por isso a lavagem n\u00e3o contribui\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Para Jo\u00e3o Alberto, o importante \u00e9 conhecer a proced\u00eancia dos alimentos, em especial os hortifrutigranjeiros, como tomate, piment\u00e3o e batata, que s\u00e3o culturas mais suscet\u00edveis a pragas e doen\u00e7as e, portanto, ao uso dos agrot\u00f3xicos. \u00a0Ele acredita que o seu rastreamento seria a melhor sa\u00edda. \u201cEm outros estados, isso j\u00e1 acontece e \u00e9 muito eficaz, porque o consumidor consegue identificar, em supermercados e feiras, atrav\u00e9s de c\u00f3digos, as caracter\u00edsticas do produto, desde a origem, onde foi produzido, se \u00e9 org\u00e2nico, agroecol\u00f3gico e se passou por algum procedimento de an\u00e1lise laboratorial para identifica\u00e7\u00e3o de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos. Essa seria a forma mais eficaz do consumidor adquirir produtos de origem segura\u201d, comenta o diretor do Crea-PB.<\/p>\n<p>Existem outros m\u00e9todos de controle no manejo integrado de pragas, que podem ser utilizados antes do recurso aos agrot\u00f3xicos. Atrav\u00e9s deles, \u00e9 poss\u00edvel eliminar ou reduzir drasticamente o seu uso. \u201cPor isso a import\u00e2ncia de um profissional que saber\u00e1 quando recorrer a esses m\u00e9todos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grazielle Uch\u00f4a\/Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Crea-PB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criados durante a Primeira Guerra Mundial e usados posteriormente como arma qu\u00edmica, os agrot\u00f3xicos tornaram-se assunto comum entre os brasileiros. Eles s\u00e3o utilizados hoje nas lavouras para o controle de pragas e doen\u00e7as, evitando os preju\u00edzos econ\u00f4micos dos agricultores. 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