{"id":24444,"date":"2026-01-05T12:32:04","date_gmt":"2026-01-05T15:32:04","guid":{"rendered":"https:\/\/creapb.org.br\/?p=24444"},"modified":"2026-01-05T12:32:06","modified_gmt":"2026-01-05T15:32:06","slug":"da-floresta-a-cidade-como-a-madeira-engenheirada-impulsiona-a-transicao-ecologica-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/da-floresta-a-cidade-como-a-madeira-engenheirada-impulsiona-a-transicao-ecologica-urbana\/","title":{"rendered":"Da floresta \u00e0 cidade: como a madeira engenheirada impulsiona a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica urbana"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos anos, cresce a expectativa de que as cidades assumam um papel mais ativo na transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. N\u00e3o basta elaborar compromissos: \u00e9 preciso transformar a forma de projetar, construir e ocupar o espa\u00e7o urbano. A ado\u00e7\u00e3o de materiais de baixo impacto, como a madeira engenheirada, tem se consolidado como um caminho estrat\u00e9gico dentro dessa mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos recentes da Yale School of the Environment mostram que a utiliza\u00e7\u00e3o de produtos em madeira engenheirada, como pain\u00e9is de madeira laminada cruzada (CLT) ou madeira colada lamelada (MLC), pode reduzir de 25,6 a 39 gigatoneladas de CO\u2082 equivalentes no ciclo de vida de edif\u00edcios urbanos, caso sejam adotados entre 30% e 60% dos novos edif\u00edcios at\u00e9 o ano de 2100. Outro dado, da Mann Publications, aponta que o uso da madeira permite reduzir as emiss\u00f5es incorporadas em estruturas civis em cerca de 30% a 50% em compara\u00e7\u00e3o com concreto ou a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, quando falamos de espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos, pra\u00e7as, parques, passarelas e \u00e1reas de conviv\u00eancia, a escolha pela madeira engenheirada vai al\u00e9m da est\u00e9tica ou da simbologia. Ela representa uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica para acelerar a agenda clim\u00e1tica das cidades e fortalecer o compromisso com constru\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>As cidades enfrentam o desafio de se tornarem mais humanas. Precisamos de espa\u00e7os que acolham, aproximem e favore\u00e7am o conv\u00edvio, especialmente onde a vida urbana pulsa com mais intensidade. \u00c9 justamente nesse cen\u00e1rio que a madeira engenheirada se destaca como um material transformador, devolvendo \u00e0 paisagem constru\u00edda a leveza e o calor da natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em pra\u00e7as, parques e ambientes comuns, a madeira tem se mostrado uma aliada poderosa na cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de encontro. Sua presen\u00e7a suaviza o concreto, convida \u00e0 perman\u00eancia e resgata a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento. Textura, aroma e conforto visual criam uma atmosfera que contribui para o bem-estar coletivo e aproxima arquitetura e natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia recente de requalifica\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos em S\u00e3o Paulo evidencia essa for\u00e7a. No Parque do Carmo, na zona leste, a nova estrutura recreativa de 1.445 m\u00b2 em madeira engenheirada demonstra que \u00e9 poss\u00edvel unir sustentabilidade, desempenho t\u00e9cnico e impacto positivo direto na comunidade. Quiosques, vesti\u00e1rios e arquibancadas foram integrados \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o local, resultando em um ambiente acolhedor e funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo se observa no Parque Morumbi Sul, na zona sul da capital, onde pavilh\u00f5es multiuso, passarelas e equipamentos acess\u00edveis foram erguidos com madeira engenheirada de alta performance. O espa\u00e7o, primeiro equipamento p\u00fablico da cidade com esse tipo de estrutura, ganhou leveza e efici\u00eancia. A agilidade da montagem, a limpeza da obra e o acabamento de excel\u00eancia apontam para uma nova l\u00f3gica de constru\u00e7\u00e3o urbana: menos ru\u00eddo, menos res\u00edduos e mais qualidade de vida para quem vive ao redor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas transforma\u00e7\u00f5es ultrapassam a t\u00e9cnica. Revelam um novo olhar sobre o papel social da arquitetura. Quando um parque \u00e9 revitalizado em madeira, ele deixa de ser apenas uma \u00e1rea de lazer e passa a ser um ponto de encontro, troca e perten\u00e7a. A arquitetura torna-se ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social, aproximando pessoas, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para uma cidade mais equilibrada.<\/p>\n\n\n\n<p>A madeira engenheirada tamb\u00e9m tem ganhado espa\u00e7o em empreendimentos privados de conviv\u00eancia, como o Open Mall Pra\u00e7a Pitiguari, em Atibaia. Com mais de 1.300 m\u00b3 de estrutura em madeira, o maior volume j\u00e1 utilizado em um \u00fanico projeto na Am\u00e9rica Latina, o espa\u00e7o foi concebido para integrar tecnologia, sustentabilidade e bem-estar, criando um ambiente aberto e permeado pela natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses exemplos demonstram que a madeira vai al\u00e9m de um material construtivo: ela representa um vetor de mudan\u00e7a na forma como projetamos e vivemos as cidades. Em um momento em que o mundo busca solu\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis, inclusivas e regenerativas, apostar em estruturas de madeira \u00e9 investir em uma cidade mais viva, onde o encontro, o descanso e o pertencimento fazem parte da paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A madeira engenheirada nos convida a repensar o urbano com a certeza de que o futuro das cidades ser\u00e1 mais leve, mais natural e mais humano.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Texto por Ana Beliz\u00e1rio<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, cresce a expectativa de que as cidades assumam um papel mais ativo na transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. N\u00e3o basta elaborar compromissos: \u00e9 preciso transformar a forma de projetar, construir e ocupar o espa\u00e7o urbano. A ado\u00e7\u00e3o de materiais de baixo impacto, como a madeira engenheirada, tem se consolidado como um caminho estrat\u00e9gico dentro dessa mudan\u00e7a. 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