{"id":8312,"date":"2013-04-12T14:55:27","date_gmt":"2013-04-12T17:55:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8312"},"modified":"2013-04-12T14:55:27","modified_gmt":"2013-04-12T17:55:27","slug":"do-14-bis-ao-14-x","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/do-14-bis-ao-14-x\/","title":{"rendered":"Do 14-bis ao 14-X"},"content":{"rendered":"<div>Aeronave que voa a mais de 11.000 km\/h coloca o Brasil na elite da engenharia espacial e na imin\u00eancia de superar tecnologicamente os EUA<a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/not.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8313\" title=\"not\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/not.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"380\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um laborat\u00f3rio em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, interior de S\u00e3o Paulo, a aeronave mais avan\u00e7ada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa m\u00e1quina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avi\u00e3o de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o Pa\u00eds um lugar no p\u00f3dio da tecnologia aeroespacial. N\u00e3o tripulado, o modelo \u00e9 hipers\u00f4nico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km\/h).<\/p>\n<p>As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de na\u00e7\u00f5es \u2013 ao lado de Estados Unidos, Fran\u00e7a, R\u00fassia e Austr\u00e1lia \u2013 que pesquisam os motores scramjet, que n\u00e3o t\u00eam partes m\u00f3veis e utilizam ar em alt\u00edssimas velocidades para queimar combust\u00edvel (no caso, hidrog\u00eanio). Outra caracter\u00edstica do ve\u00edculo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (IEAv) \u00e9 que ele \u00e9 um \u201cwaverider\u201d, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipers\u00f4nico para ampliar a sustenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual ir\u00e1 deslizar.<\/p>\n<p>O projeto nasceu em 2007, quando o capit\u00e3o-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configura\u00e7\u00e3o \u201cwaverider\u201d. Cinco anos depois, a teoria est\u00e1 prestes a virar pr\u00e1tica. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separa\u00e7\u00e3o do foguete utilizado para a acelera\u00e7\u00e3o inicial, ocorrer\u00e1 neste ano.<\/p>\n<p>Em seguida, a For\u00e7a A\u00e9rea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade m\u00e1xima deve ser atingida. \u201cSe formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos\u201d, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e \u00e9 um dos pais do 14-X.<\/p>\n<p>O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de alt\u00edssimas velocidades \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a \u201cacender uma vela no meio de um furac\u00e3o\u201d. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro prot\u00f3tipo no maior t\u00fanel de choque hipers\u00f4nico da Am\u00e9rica Latina, no pr\u00f3prio laborat\u00f3rio do instituto.<\/p>\n<p>Diferentemente do que ocorre em turbinas de avi\u00f5es, esse motor n\u00e3o usa rotores para comprimir o ar: \u00e9 o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o f\u00f4lego necess\u00e1rio. No 14-X, os propulsores scramjet s\u00e3o acionados a mais de 7.000 km\/h.<\/p>\n<p>Esse ser\u00e1 o caminho eficiente de acesso ao espa\u00e7o em um futuro pr\u00f3ximo\u201d, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas v\u00e3o al\u00e9m do lan\u00e7amento de sat\u00e9lites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em m\u00edsseis intercontinentais. Entre os civis, a esperan\u00e7a \u00e9 de que o voo hipers\u00f4nico possa se tornar uma realidade em viagens tur\u00edsticas. Ir de S\u00e3o Paulo a Londres em apenas uma hora n\u00e3o seria nada mau.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong>Fonte: Isto\u00e9<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aeronave que voa a mais de 11.000 km\/h coloca o Brasil na elite da engenharia espacial e na imin\u00eancia de superar tecnologicamente os EUA &nbsp; Em um laborat\u00f3rio em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, interior de S\u00e3o Paulo, a aeronave mais avan\u00e7ada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa m\u00e1quina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avi\u00e3o de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o Pa\u00eds um lugar no p\u00f3dio da tecnologia aeroespacial. 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