{"id":8552,"date":"2013-05-20T14:56:19","date_gmt":"2013-05-20T17:56:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8552"},"modified":"2013-05-20T14:56:19","modified_gmt":"2013-05-20T17:56:19","slug":"mercado-pede-engenheiros-com-melhor-formacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/mercado-pede-engenheiros-com-melhor-formacao\/","title":{"rendered":"Mercado pede engenheiros com melhor forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticias\/mercado-pede-engenheiros-com-melhor-formacao\/attachment\/eng-civil-2-eng-gerson-efaioli\/\" rel=\"attachment wp-att-8553\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8553\" title=\"Eng Civil 2 Eng Gerson- EFaioli\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Eng-Civil-2-Eng-Gerson-EFaioli.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"368\" \/><\/a><\/p>\n<div>A previs\u00e3o de que o setor de constru\u00e7\u00e3o civil poder\u00e1 ter um apag\u00e3o de engenheiros, caso seja confirmada, n\u00e3o acontecer\u00e1 por falta de m\u00e3o de obra qualificada, mas pelas novas exig\u00eancias que o mercado est\u00e1 impondo aos profissionais para acelerar a industrializa\u00e7\u00e3o do setor. &#8220;N\u00e3o existe escassez de talentos&#8221;, diz Adriana Prates, presidente da consultoria de busca de executivos Dasein.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com ela, todas as \u00e1reas de engenharia permanecem em alta, mas o mercado est\u00e1 mais exigente e elevou seus crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o. &#8220;Apenas o diploma n\u00e3o \u00e9 mais garantia de emprego. \u00c9 preciso mais&#8221;, afirma.<\/div>\n<div>Os n\u00fameros do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) mostram que a procura por cursos de gradua\u00e7\u00e3o em engenharia cresceu 44% entre 2009 e 2011. Em seis das 40 especialidades em engenharia &#8211; civil, produ\u00e7\u00e3o, mec\u00e2nica, el\u00e9trica, ambiental e petr\u00f3leo -, a procura cresceu 68% no mesmo per\u00edodo, concentrando 72% do total de alunos de engenharia em 2011. A civil foi a que mais teve alunos matriculados em todos os anos e a que mais aumentou o n\u00famero de estudantes. Foram 68.654 vagas a mais em 2011 em rela\u00e7\u00e3o a 2009. Mas a evas\u00e3o \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o. Enquanto a \u00e1rea de engenharia, produ\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o representou 11,3% de todos os alunos matriculados em todos os cursos de ensino superior em 2011, os concluintes dessa mesma \u00e1rea representaram apenas 6,4% do total.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O n\u00famero de concluintes do ensino superior geral, no entanto, registrou um aumento de 4,4% em 2011 em rela\u00e7\u00e3o a 2010 segundo o Censo. Na Universidade Federal de Pernambuco (UF-PE), a evas\u00e3o vem diminuindo. O professor Bernard Bulh\u00f5es Genevois, coordenador das engenharias do Centro de Tecnologia e Geoci\u00eancias (CTG), afirma que houve aumento de interesse e melhora no n\u00edvel dos alunos. &#8220;Alunos que iam para os cursos de administra\u00e7\u00e3o e medicina, por exemplo, agora est\u00e3o vindo para engenharia&#8221;, diz Bernard.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 2008, a universidade formou a metade dos 120 alunos que entraram para o curso de engenharia civil cinco anos antes. Este ano, a previs\u00e3o \u00e9 de formar 90 dos 120. &#8220;Ainda n\u00e3o \u00e9 o mundo perfeito, mas estamos avan\u00e7ando&#8221;. Para ele, o que motiva a evas\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas a falta de preparo do estudante para lidar com n\u00fameros, mas tamb\u00e9m as dificuldades a universidade imp\u00f5e ao aluno, como carga hor\u00e1ria elevadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se por um lado a promessa de haver mais graduados em engenharia civil no Brasil nos pr\u00f3ximos anos parece fact\u00edvel, por outro a busca pelo profissional com melhor preparo continua dif\u00edcil. &#8220;Ao mesmo tempo em que a demanda cresceu 25% em tr\u00eas anos aqui dentro, o tempo m\u00e9dio de busca do profissional na \u00e1rea de engenharia passou de 35 para 45 dias&#8221;, diz Frederio Moraes, especialista do mercado de constru\u00e7\u00e3o civil da consultoria em recrutamento ASAP.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essa m\u00e9dia tamb\u00e9m subiu na consultoria em recrutamento Hays, que em 2010 era de 80 a 90 dias e neste ano pulou para 100 a 120 dias. &#8220;A \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para essa demora s\u00e3o os crit\u00e9rios dos empregadores que tamb\u00e9m se ampliaram&#8221;, diz Caroline Cadorin, gerente da Hays em Campinas (SP). Helena Camila Magalh\u00e3es, diretora da consultoria Fesa, do Rio, diz que &#8220;quando a gente procura uma pessoa com 20 anos de experi\u00eancia, ainda existe uma grande dificuldade&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na opini\u00e3o de Felipe Calbucci, gerente de propriedade e constru\u00e7\u00e3o da consultoria em recrutamento Michael Page, empresas que t\u00eam dezenas ou centenas de canteiros de obras pelo pa\u00eds n\u00e3o t\u00eam engenheiros que acompanhem uma edifica\u00e7\u00e3o do come\u00e7o ao fim. &#8220;Que \u00e9 exatamente o que o mercado exige para cargos de gest\u00e3o, algu\u00e9m com vis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, planejamento, or\u00e7amento, de custos, de seguran\u00e7a de trabalho e meio ambiente&#8221;, diz Calbucci. Ele acredita que essa dificuldade de encontrar engenheiros civis deve perdurar ainda por 10 anos. Afinal, s\u00e3o cinco anos de faculdade para se formar e as obras de edif\u00edcios residenciais ou corporativo levam pelo menos 18 meses, dependendo da complexidade. &#8220;Quem est\u00e1 entrando na faculdade hoje s\u00f3 vai ficar pronto e bem treinado em nove anos&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Faltam centros de pesquisa com vis\u00e3o mais integrada <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de contar com alguns centros de excel\u00eancia, a cadeia de produ\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil no Brasil ainda n\u00e3o conta com um n\u00famero de centros de pesquisa suficiente para atender \u00e0s necessidades de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do setor. Na opini\u00e3o de especialistas e executivos, esses centros de excel\u00eancia atendem a demandas especializadas. \u00c9 o caso do Laborat\u00f3rio de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica da UFSC; do IPT, em \u00e1reas como a qu\u00edmica e a metalurgia; da Poli-USP ou do Laborat\u00f3rio do Ambiente Constru\u00eddo, Inclus\u00e3o e Sustentabilidade (Lacis) da UnB.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Faltam, no entanto, centros que integrem todos os conhecimentos dessa cadeia produtiva. Para Marcantoni Montezuma, presidente da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, o aquecimento do setor deixou mais evidente essa lacuna. &#8220;Atualmente o Brasil conta com poucos centros de inova\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, avalia. &#8220;Somos carentes de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em quase todos os segmentos da cadeia.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Montezuma defende mais incentivos para o desenvolvimento da pesquisa no setor de constru\u00e7\u00e3o. &#8220;Precisamos de amplo, geral e irrestrito apoio do poder p\u00fablico, por meio de concess\u00f5es de lotes, isen\u00e7\u00e3o de impostos e toda a sorte de elementos que se fizerem necess\u00e1rios para que seja atrativa a cria\u00e7\u00e3o de centros de inova\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Raquel Blumenschein, coordenadora do Lacis, por sua vez, afirma que o salto tecnol\u00f3gico da cadeia s\u00f3 vir\u00e1 com a integra\u00e7\u00e3o dos diferentes segmentos da ind\u00fastria, com o meio acad\u00eamico e os v\u00e1rios n\u00edveis do setor p\u00fablico. &#8220;Os centros de pesquisa s\u00e3o geralmente ligados \u00e0 cultura universit\u00e1ria e sua agenda nem sempre coincide com a agenda do setor produtivo. Ao mesmo tempo, nem sempre as empresas t\u00eam recursos e vis\u00e3o estrat\u00e9gica voltada para a inova\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Adriano Nunes, diretor de Inova\u00e7\u00e3o e Sustentabilidade da InterCement, holding para neg\u00f3cios de cimento do Grupo Camargo Correa, acredita que embora os centros de pesquisa existentes no Brasil estejam longe de atender todas as necessidades da ind\u00fastria, hoje, eles s\u00e3o suficientes para o tamanho da demanda. Para mudar esse quadro, diz ele, seria necess\u00e1rio aumentar o investimento privado. &#8220;Todos os pa\u00edses que passaram por ondas de inova\u00e7\u00e3o e aumento da produtividade tiveram investimentos pesados em pesquisa, com aumento da participa\u00e7\u00e3o das empresas nessa \u00e1rea.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apostando nisso, a InterCement vem fechando parcerias com institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. A mais recente prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de um centro de pesquisa em constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel na Poli-USP, um investimento de R$ 5 milh\u00f5es num prazo de cinco anos. O primeiro desafio ser\u00e1 criar um processo produtivo em larga escala para o concreto ecoeficiente desenvolvido em ambiente controlado pelos pesquisadores da USP. A empresa tamb\u00e9m fechou uma parceria de R$ 2,5 milh\u00f5es com o IPT para a produ\u00e7\u00e3o de cimento \u00e0 base de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil e, em parceria com a Petrobras, apoia o Centro de Tecnologia em Nanotubos da UFMG.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A cimenteira francesa Lafarge tamb\u00e9m pretende instalar seu pr\u00f3prio centro de pesquisas no pa\u00eds, o primeiro na Am\u00e9rica Latina. O centro deve ser instalado no Rio de Janeiro ou em Minas Gerais, pr\u00f3ximo \u00e0s unidades de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso vai permitir desenvolver solu\u00e7\u00f5es e modelos adaptados \u00e0 realidade local, como j\u00e1 fazemos em nossos centros na \u00cdndia e na China, por exemplo&#8221;, diz Jos\u00e9 Sabino, diretor de marketing da Lafarge Brasil.<\/div>\n<div>Segundo Sabino, o laborat\u00f3rio ser\u00e1 voltado para inova\u00e7\u00f5es aplicadas, em especial, a novos produtos e modelos mais eficientes de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Vamos interagir com nossa rede de laborat\u00f3rios no exterior&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Poli-USP lan\u00e7a mestrado com foco em constru\u00e7\u00e3o <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0Por Luiz De Fran\u00e7a | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A redu\u00e7\u00e3o de custos, a diminui\u00e7\u00e3o do tempo para a entrega das obras, o menor impacto ambiental poss\u00edvel e a maior seguran\u00e7a do trabalho com uso de novas tecnologias e processos inovadores s\u00e3o algumas das mais urgentes demandas que a constru\u00e7\u00e3o civil enfrenta atualmente no Brasil. \u00c9 por esse motivo que profissionais est\u00e3o voltando \u00e0s bancas e laborat\u00f3rios das universidades e o mercado se tornado mais exigente nas suas sele\u00e7\u00f5es. Diante dessa mudan\u00e7a de comportamento, iniciada com o boom da constru\u00e7\u00e3o no Brasil, a partir de 2005, a Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (Poli-USP) lan\u00e7ou o primeiro mestrado profissional em inova\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil, o Construinova, com in\u00edcio das aulas em junho. &#8220;De modo geral quem atua fazendo gest\u00e3o de obra tem muito pouco conhecimento t\u00e9cnico, que \u00e9 essencial. E se a pessoa tem uma base fr\u00e1gil ela ter\u00e1 dificuldade de pensar em inova\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Silvio Melhado, vice-coordenador do curso.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Diferentemente de um mestrado tradicional direcionado para quem pensa em seguir uma carreira acad\u00eamica, os mestrados profissionais, que t\u00eam crescido no pa\u00eds, s\u00e3o para quem quer colocar em pr\u00e1tica no trabalho o que se aprende em sala de aula, e vai buscar uma maior profundidade de pesquisa que uma especializa\u00e7\u00e3o ou MBA n\u00e3o oferecem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dos 5.370 cursos de mestrados e doutorados reconhecidos pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), 515 s\u00e3o mestrados profissionais. Em 1999, esse n\u00famero era de apenas nove cursos. Na engenharia s\u00e3o 66 nesse formato. E a constru\u00e7\u00e3o civil, a que mais forma engenheiros, conta apenas com 10 desses mestrados profissionais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Os canteiros de obras se multiplicaram in\u00fameras vezes no pa\u00eds e os problemas tamb\u00e9m. Quando n\u00e3o se aplicam novos conhecimentos o n\u00edvel de qualidade \u00e9 comprometido e as obras pioram, tornam-se mais caras, atrasam e t\u00eam menor durabilidade, resultando em perdas econ\u00f4micas e social para todos&#8221;, diz Melhado.<\/div>\n<div>Um exemplo \u00e9 o est\u00e1dio do Engenh\u00e3o, no Rio de Janeiro, constru\u00eddo entre 2003 e 2007. Custou R$ 380 milh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos e apresentou falhas de estrutura na cobertura, que resultaram em sua interdi\u00e7\u00e3o em 26 de mar\u00e7o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para atacar todas as frentes que envolvem uma obra, o curso adotou tr\u00eas linhas de pesquisas que v\u00e3o desde modelos de gest\u00e3o de empreendimento e projetos complexos, passando por energia, \u00e1gua e comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 inova\u00e7\u00e3o com foco em desempenho, tecnologia e sustentabilidade. Cl\u00e1udia Derbli, de 45 anos, \u00e9 um dos 25 aprovados para o curso da USP. Engenheira civil, ela atua com or\u00e7amentos das obras, an\u00e1lises de projeto e de estrutura na M\u00e9todo Estrutura. &#8220;O mercado est\u00e1 aberto \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o de algumas das inova\u00e7\u00f5es e esse \u00e9 um bom momento para investir na minha carreira&#8221;, diz Cl\u00e1udia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A oportunidade de conciliar o conhecimento da universidade e a necessidade da empresa de inovar motivaram o gerente de mercado e produtos da Saint-Gobain Brasilit, Marcelo Amaral, de 40 anos, a optar pelo Constuinova. &#8220;Eu pretendo desenvolver novos sistemas construtivos que possam trazer mais desempenho, qualidade e reduzir o ciclo total da obra&#8221;, conta. Gustavo Aguiar, de 33 anos, engenheiro da M\u00e9todo Engenharia tamb\u00e9m far\u00e1 parte da primeira turma. Ele avalia que a ind\u00fastria precisa ganhar competitividade e est\u00e1 carente de inova\u00e7\u00f5es. &#8220;O mercado demanda profissionais que inovem na cria\u00e7\u00e3o e minha ideia \u00e9 identificar e desenvolver alguma tecnologia, seja em processo ou produto&#8221;, diz Gustavo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A necessidade de ganhar escala para as grandes constru\u00e7\u00f5es com qualidade e redu\u00e7\u00e3o de custos, apesar da desacelera\u00e7\u00e3o da economia em 2012, \u00e9 o que preocupa institui\u00e7\u00f5es como a C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Tecnologia do Ambiente Constru\u00eddo (Antac), que congrega professores e pesquisadores da \u00e1rea.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ambas elaboraram estudo que prop\u00f5e pol\u00edtica de incentivo \u00e0 ci\u00eancia e a tecnologia para a inova\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil entre governo, acad\u00eamia e iniciativa privada. O documento vai ser entregue no dia 28 ao ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Marco Antonio Raupp. &#8220;Propomos 19 linhas de pesquisas, identificamos entraves que precisam ser superados para que deem certo, assim como a quest\u00e3o a qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, indicando pol\u00edticas estrat\u00e9gicas&#8221;, diz Francisco Cardoso, presidente da Antac.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A CBIC tamb\u00e9m encomendou levantamento dos cursos de inova\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o existentes no Brasil. Coordenado por Dayana Costa, professora do departamento de constru\u00e7\u00e3o e estruturas da Universidade Federal da Bahia o estudo encontrou nada al\u00e9m de alguns cursos de extens\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Boas pr\u00e1ticas evitariam perdas de US$ 1,6 trilh\u00e3o <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Silvia Torikachvili | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se as construtoras do Brasil e do mundo inteiro utilizassem as tecnologias dispon\u00edveis no mercado, evitariam um desperd\u00edcio de cerca de US$ 1,6 trilh\u00e3o por ano. Al\u00e9m de poupar a natureza, saldariam cinco d\u00edvidas da Gr\u00e9cia, conforme c\u00e1lculos de Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Deliberativo do Conselho Brasileiro de Constru\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel (CBCS), com base em dados das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A constru\u00e7\u00e3o civil aparece como solu\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de 1,2 bilh\u00e3o de empregos que, segundo previs\u00f5es do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o mundo demandar\u00e1 nos pr\u00f3ximos dez anos. Ser\u00e3o necess\u00e1rios cerca de 120 milh\u00f5es de postos de trabalho por ano para evitar problemas sociais. Atualmente, a constru\u00e7\u00e3o civil emprega 111 milh\u00f5es de pessoas no mundo e tem potencial para crescer em progress\u00e3o geom\u00e9trica, caso siga os indicadores de sustentabilidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A maioria dos incorporadores reconhece a import\u00e2ncia da sustentabilidade na constru\u00e7\u00e3o civil, mas poucos ousam p\u00f4r essas pr\u00e1ticas em a\u00e7\u00e3o. Na pesquisa para sua tese de doutorado, Hamilton Fran\u00e7a Leite, diretor de sustentabilidade do Secovi-SP, ouviu cerca de 800 pessoas sobre a principal dificuldade para construir de forma sustent\u00e1vel &#8211; entre elas 584 ligadas ao setor imobili\u00e1rio das quais 237 incorporadores. 82% dos incorporadores responderam que o maior empecilho \u00e9 o custo adicional da obra. Aqueles com mais experi\u00eancia no ramo estimaram que esse custo representaria entre 1,5% e 8,3% a mais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra convencional. Os entrevistados que nunca constru\u00edram imaginam que esse adicional representa entre 3,4% e 16%. Embora n\u00e3o haja ainda nenhum empreendimento residencial que sirva como paradigma, Fran\u00e7a Leite estima que o custo representa 4% sobre a constru\u00e7\u00e3o convencional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um empreendimento de R$ 30 milh\u00f5es, por exemplo, chegaria a um custo final de R$ 31,2 milh\u00f5es, pelos c\u00e1lculos de Fran\u00e7a Leite. &#8220;Se o incorporador decide assumir o risco, quanto o comprador final vai se dispor a pagar a mais por um im\u00f3vel sustent\u00e1vel?&#8221;, foi a pergunta que ele incluiu em sua pesquisa. 16% dos entrevistados responderam sim. &#8220;Mas a grande d\u00favida \u00e9 se na hora de mexer no bolso esse consumidor pagaria a mais para ter torneiras inteligentes, redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia, aproveitamento dos res\u00edduos s\u00f3lidos e mais qualidade de vida&#8221;, diz. Como o assunto \u00e9 novo para todos os p\u00fablicos envolvidos, essas quest\u00f5es ainda est\u00e3o por ser processadas. &#8220;Quem aprender antes o caminhos dos processos limpos vai ganhar mercado l\u00e1 na frente&#8221;, garante Fran\u00e7a Leite.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quem vai despertar essa necessidade \u00e9 o consumidor final, na opini\u00e3o de Walter Caldana, diretor do curso de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. &#8220;Estamos num est\u00e1gio em que temos o discurso, mas n\u00e3o temos a pr\u00e1tica; h\u00e1 cinco anos n\u00e3o t\u00ednhamos nem o discurso&#8221;, compara. O n\u00edvel de exig\u00eancia ainda \u00e9 pequeno em rela\u00e7\u00e3o ao valor do im\u00f3vel, mas quando o consumidor exigir e os programas de governo come\u00e7arem a cobrar, o setor ter\u00e1 que incorporar a nova ordem. &#8220;Quem investir em sustentabilidade vai vender mais r\u00e1pido e ter\u00e1 mais lucro, al\u00e9m de criar um nicho de mercado e se destacar da concorr\u00eancia.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Enquanto o Brasil aparece em quarto lugar em certifica\u00e7\u00f5es para edif\u00edcios corporativos, por exig\u00eancia dos investidores, o cliente de habita\u00e7\u00e3o est\u00e1 em outro ritmo. &#8220;Brasileiro \u00e9 imediatista: m\u00e9dio e longo prazo n\u00e3o faz parte da nossa cultura&#8221;, diz Georgia Grace, assessora t\u00e9cnica da CBIC (C\u00e2mara Brasileira de Ind\u00fastria e Constru\u00e7\u00e3o). A poupan\u00e7a ambiental no setor da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 no programa Minha Casa Minha Vida que, segundo Georgia, j\u00e1 entregou um milh\u00e3o de casas e tem outro lote de 1,8 milh\u00e3o a entregar. A formaliza\u00e7\u00e3o do setor reduziu drasticamente o desperd\u00edcio da autogest\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o de um cent\u00edmetro de massa no revestimento das paredes de 2 milh\u00f5es de casas representou 2 milh\u00f5es de m3 de areia que deixaram de ser retirados na natureza, al\u00e9m de uma economia de 612 mil toneladas de cimento e outras 867 mil toneladas de cal hidratada a menos. Essa economia se completa com os 167 mil caminh\u00f5es que deixaram de circular e de produzir g\u00e1s carb\u00f4nico. &#8220;Em 2 milh\u00f5es de unidades o Minha Casa Minha Vida fez uma economia de R$ 840 milh\u00f5es, que equivalem ao custo de 12 mil casas&#8221;, diz Georgia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00e3o raros os empres\u00e1rios ou projetistas que incorporam o conceito da sustentabilidade em suas iniciativas. Deveriam. Na opini\u00e3o do professor Alex Abrico, da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo, a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil j\u00e1 deveria ter come\u00e7ado a diminuir os impactos. &#8220;Precisamos pol\u00edticas p\u00fablicas e incentivos para as construtoras que investem em edifica\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, para fornecedores que bancam as pesquisas e para consumidores que apostam em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis&#8221;, diz Abrico. Abatimento no IPTU e acelera\u00e7\u00e3o na aprova\u00e7\u00e3o do empreendimento seriam algumas vantagens.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O incorporador Ubirajara Freitas compara a fase atual do setor aos anos 1990, quando os programas de qualidade e o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor mudaram a forma de fazer neg\u00f3cios. &#8220;Empresas que resistiram a nova ordem quebraram ou fecharam.&#8221; Da mesma forma, Freitas acredita que as empresas que n\u00e3o tratarem de focar na sustentabilidade ter\u00e3o problemas de sobreviv\u00eancia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Casas populares devem superar padr\u00e3o antigo <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Marleine Cohen | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em pleno s\u00e9culo XXI, o Brasil ainda \u00e9 prisioneiro dos paradigmas da habita\u00e7\u00e3o popular dos anos 70. Est\u00e1 construindo as mesmas casas que o antigo BNH (Banco Nacional da Habita\u00e7\u00e3o) e, num futuro pr\u00f3ximo, elas n\u00e3o ser\u00e3o mais aceitas pela popula\u00e7\u00e3o a que se destinam, pois n\u00e3o incorporaram novos conceitos, materiais e par\u00e2metros, nem se adequaram \u00e0s atuais exig\u00eancias da sociedade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A constata\u00e7\u00e3o, feita pelo professor da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo e membro da coordena\u00e7\u00e3o das Engenharias da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, Wanderley John, encontra eco na reforma preconizada pela Ag\u00eancia Brasileira da Inova\u00e7\u00e3o (Finep), vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, que em 2010 fez uma chamada p\u00fablica para formar uma rede de pesquisadores de universidades p\u00fablicas interessados em lan\u00e7ar um novo olhar sobre a forma de planejar habita\u00e7\u00e3o de interesse social (HIS) no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Estudar novas pol\u00edticas, tipos arquitet\u00f4nicos e m\u00e9todos construtivos, incorporando tecnologia social no \u00e2mbito do programa Minha Casa Minha Vida, era o principal objetivo da convoca\u00e7\u00e3o, atendida por sete das principais universidades do pa\u00eds mais a Fiocruz, em torno da chamada Rede Finep. A um dos grupos selecionados &#8211; o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur\/UFRJ) &#8211; coube a tarefa de elaborar 13 projetos de arquitetura alternativos ao modelo tradicional de conceituar, projetar e construir HIS.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Resultado: a inova\u00e7\u00e3o incorporada na planta dos conjuntos habitacionais doravante constru\u00eddos pelo governo federal j\u00e1 pode ir muito al\u00e9m de tijolos e cimento, e empregar como mat\u00e9ria-prima no\u00e7\u00f5es de sustentabilidade e integra\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os, sem deixar de acolher conceitos arraigados nas comunidades, como a constru\u00e7\u00e3o de &#8220;puxadinhos&#8221; e o tra\u00e7ado de vielas para locomo\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Usando como cen\u00e1rio a favela da Rocinha &#8211; com seus desafios em forma de elevada taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do solo, desn\u00edveis das encostas, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de acessibilidade e mobilidade; travessas, escadarias e becos onde vicejam doen\u00e7as provocadas pela falta de ventila\u00e7\u00e3o e insola\u00e7\u00e3o -, a equipe chefiada pelo arquiteto Luiz Carlos Toledo projetou unidades que variam desde um pequeno est\u00fadio (conjugado) com cerca de 22 m 2 a apartamentos de quatro dormit\u00f3rios, com 85 m 2, &#8220;concebidos para atender \u00e0 diversidade das fam\u00edlias contempor\u00e2neas em termos de tamanho e composi\u00e7\u00e3o familiar&#8221;. Ainda segundo Toledo, &#8220;os tipos foram projetados de modo a dar \u00e0s unidades habitacionais a maior flexibilidade poss\u00edvel, admitindo diversos arranjos dos c\u00f4modos de uma mesma edifica\u00e7\u00e3o e, no caso das HIS evolutivas, o aumento da \u00e1rea da unidade&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De fato, segundo o arquiteto Alberto Barbour, s\u00f3cio da Urdi Arquitetura, esta \u00e9 a primeira diretriz da moderna constru\u00e7\u00e3o civil: &#8220;\u00c0 l\u00f3gica dos &#8220;puxadinhos&#8221; desorganizados de antigamente se sobrep\u00f5e, hoje, uma estrutura\u00e7\u00e3o modelada, que permite o crescimento da casa de dentro para fora, impulsionada por novas tecnologias que facilitam o processo de constru\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao lado da op\u00e7\u00e3o por um processo de montagem baseado em sistemas estruturais pr\u00e9-fabricados e componentes arquitet\u00f4nicos industrializados &#8211; pain\u00e9is de concreto pr\u00e9-fabricados, estruturas met\u00e1licas (pilares, vigas e lajes), esquadrias e pain\u00e9is de fechamento de fachadas em PVC ou chapa dobrada e paredes de gesso cartonado, entre diversos materiais modernos -, a equipe do arquiteto Toledo tamb\u00e9m procurou dotar os projetos modulares de espa\u00e7os pr\u00f3prios para atividades comerciais e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, que possam complementar a renda das fam\u00edlias. Pensando nisso, foram criados pilotis nos pr\u00e9dios para agregar espa\u00e7os de com\u00e9rcio e lazer \u00e0s constru\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Este \u00e9 um outro olhar inovador sobre as HIS lan\u00e7ado pelo Ippu\/UFRJ, explica a arquiteta Ver\u00f4nica Natividade, integrante da equipe: &#8220;Procuramos responder ao desafio de um melhor aproveitamento da infraestrutura urbana, atribuindo \u00e0s unidades um papel ampliado, que v\u00e1 al\u00e9m do fornecimento do abrigo&#8221;, explica, lembrando que &#8220;se adotou como premissa que as HIS podem e devem ter um papel relevante na organiza\u00e7\u00e3o espacial de aglomera\u00e7\u00f5es que surgiram, cresceram e se consolidaram sem nenhum tipo de planejamento&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Procura por recursos ainda \u00e9 muito t\u00edmida <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio<\/div>\n<div><\/div>\n<div>H\u00e1 poucos recursos para financiar a inova\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil ou h\u00e1 pouco apetite das empresas do setor para buscar as linhas de financiamento dispon\u00edveis? Segundo o BNDES, n\u00e3o h\u00e1 opera\u00e7\u00f5es com empresas da cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o nas linhas oferecidas pelo banco para inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, por sua vez, informa que a participa\u00e7\u00e3o do setor nos empr\u00e9stimos para projetos de inova\u00e7\u00e3o, com juros entre 3,5% e 5,5% ao ano, \u00e9 muito t\u00edmida. Dos R$ 2,6 bilh\u00f5es concedidos a projetos de inova\u00e7\u00e3o no ano passado, apenas R$ 90,5 milh\u00f5es correspondem a contratos fechados no segmento de constru\u00e7\u00e3o civil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por outro lado, a procura pelos cr\u00e9ditos n\u00e3o reembols\u00e1veis, oferecidos pela Finep por meio de editais espec\u00edficos, geralmente \u00e9 maior. Nem sempre os valores desses editais, no entanto, s\u00e3o 100% executados, porque muitas vezes os projetos n\u00e3o atendem \u00e0s exig\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Atualmente, h\u00e1 um edital da Finep aberto para projetos de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e saneamento. Ao todo ser\u00e3o R$ 30 milh\u00f5es a serem concedidos a projetos focados em arquitetura, design, urbanismo, engenharia voltada para habita\u00e7\u00e3o social, tratamento de esgoto e de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos. Os recursos devem ser igualmente divididos entre projetos de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e saneamento, mas a propor\u00e7\u00e3o poder\u00e1 mudar, dependendo da demanda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O edital vai privilegiar inova\u00e7\u00f5es integradas aos projetos de engenharia e n\u00e3o ferramentas apresentadas isoladamente, como em ocasi\u00f5es anteriores. Depois de 36 meses, as empresas contempladas dever\u00e3o apresentar unidades-pilotos, plenamente funcionais com suas propostas de inova\u00e7\u00e3o. O prazo para apresenta\u00e7\u00e3o dos projetos se encerra no dia 1\u00ba de julho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Carlos Sartor, chefe do Departamento de Tecnologia para o Desenvolvimento Urbano e Territorial da Finep, respons\u00e1vel pelo edital, ainda falta muito para que a ind\u00fastria de constru\u00e7\u00e3o civil brasileira tenha o desenvolvimento de inova\u00e7\u00f5es &#8220;injetado na veia dos neg\u00f3cios&#8221;. &#8220;Existem recursos dispon\u00edveis, mas outros setores absorvem mais essas linhas do que a constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sartor aponta, no entanto, que as empresas come\u00e7am a acordar para a necessidade de mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento. &#8220;As associa\u00e7\u00f5es do setor v\u00eam apresentando propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas e h\u00e1 um movimento que n\u00e3o pode ser desprezado, mas ainda temos um longo caminho a percorrer&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Raquel Blumenschein, coordenadora do Laborat\u00f3rio do Ambiente Constru\u00eddo, Inclus\u00e3o e Sustentabilidade, da UnB, esse descompasso entre a oferta de financiamento e a demanda das empresas pelas linhas de cr\u00e9dito para inova\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil deveria levar a uma reavalia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de est\u00edmulo para essa ind\u00fastria. &#8220;\u00c9 preciso entender por que os agentes do setor n\u00e3o conseguem ter acesso a esses cr\u00e9ditos. N\u00e3o creio que haja falta de interesse das empresas&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Est\u00e1dios da Copa erguem estrutura esportiva de ponta <\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Paulo Vasconcellos | Para o Valor, do Rio<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As novidades tecnol\u00f3gicas nos doze est\u00e1dios brasileiros que ser\u00e3o palco da Copa do Mundo justificam o investimento de mais de R$ 7 bilh\u00f5es feitos para dotar o pa\u00eds de uma estrutura esportiva de ponta. Na Arena Castel\u00e3o, em Fortaleza, o primeiro a ficar pronto, mais de 100 quil\u00f4metros de cabos e fibras \u00f3ticas conectam todas os servi\u00e7os de dados, voz e imagem em uma \u00fanica rede que cobre 1.500 mil pontos de acesso no campo, vesti\u00e1rios, arquibancada e \u00e1reas externas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O projeto da Arena Pernambuco, na Grande Recife, incorpora detalhes de seguran\u00e7a dos novos modelos de est\u00e1dios multiuso, com sala de monitoramento, centro de comando e controle e 271 c\u00e2meras &#8211; 34 delas, de alta defini\u00e7\u00e3o, instaladas na cobertura, permitir\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o de um zoom de alta qualidade para acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Est\u00e1dio Nacional de Bras\u00edlia, cinco reservat\u00f3rios, com capacidade para dois milh\u00f5es de litros, armazenar\u00e3o a \u00e1gua da chuva que vai suprir 80% das necessidades do empreendimento &#8211; da irriga\u00e7\u00e3o do gramado ao abastecimento dos sanit\u00e1rios. A cobertura, revestida com uma pel\u00edcula de di\u00f3xido de tit\u00e2nio, captura a polui\u00e7\u00e3o de mil carros por dia e em exposi\u00e7\u00e3o ao sol libera mol\u00e9culas de di\u00f3xido de oxig\u00eanio que fazem a sua autolimpeza.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Arena Corinthians, em Itaquera, S\u00e3o Paulo, tem tecnologia alem\u00e3 de sustentabilidade, que permite o re\u00faso da \u00e1gua da chuva e um sistema de autogera\u00e7\u00e3o de energia via c\u00e9lulas fotovoltaicas aplicadas \u00e0 fachada. A ventila\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 natural, propiciada pela concep\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica do est\u00e1dio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>H\u00e1 avan\u00e7os de todos os tipos nos canteiros de grandes obras no pa\u00eds. Inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, mat\u00e9rias-primas recicladas e recicl\u00e1veis, equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e modelagens revolucion\u00e1rias de projetos impulsionam a pavimenta\u00e7\u00e3o de rodovias, a amplia\u00e7\u00e3o de portos e aeroportos e at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma usina nuclear. O resultado, que nem sempre \u00e9 percept\u00edvel na redu\u00e7\u00e3o dos custos das obras, promete vida \u00fatil mais longa a estradas e instala\u00e7\u00f5es prediais ou seguran\u00e7a m\u00e1xima a estruturas cr\u00edticas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Na busca pela redu\u00e7\u00e3o de recursos naturais, as empresas v\u00eam incorporando cada vez mais produtos reciclados e inova\u00e7\u00f5es. \u00c9 um processo que envolve toda a cadeia da constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, diz Marcos Casado, diretor t\u00e9cnico e educacional do Green Building Council do Brasil, encarregado da certifica\u00e7\u00e3o de sustentabilidade dos doze est\u00e1dios para a Copa do Mundo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Parque Ol\u00edmpico, que ser\u00e1 constru\u00eddo numa \u00e1rea de 1,18 milh\u00e3o de metros quadrados na zona oeste do Rio para abrigar 14 modalidades esportivas dos jogos de 2016 e um p\u00fablico estimado em 120 mil pessoas por dia, \u00e9 outro projeto de porte que busca a certifica\u00e7\u00e3o LEED com padr\u00f5es universais de acessibilidade e o uso de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas visando a sustentabilidade da constru\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Concession\u00e1rias de rodovias est\u00e3o implantando estradas mais sustent\u00e1veis com o uso do asfalto borracha, que reduz o ac\u00famulo de \u00e1gua e, consequentemente, a aquaplanagem. A ind\u00fastria de cimento busca reduzir a emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico, de 600 quilos para 260 quilos de CO2 por tonelada do produto, incorporando res\u00edduos \u00e0 mat\u00e9ria-prima. F\u00e1bricas, supermercados e grandes instala\u00e7\u00f5es prediais adotam gradativamente a tecnologia de claraboias e domos prism\u00e1ticos que distribuem a luz solar para todo o ambiente e dispensam parte da ilumina\u00e7\u00e3o artificial durante o dia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na constru\u00e7\u00e3o da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), uma obra que consumir\u00e1 mais de R$ 10 bilh\u00f5es da Uni\u00e3o e requisitos m\u00e1ximos de complexidade e seguran\u00e7a, um dos desafios foi sincronizar o tempo de rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do concreto por causa do calor e da umidade da regi\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Schwing-Stetter, que presta servi\u00e7o \u00e0 construtora Andrade Gutierrez, forneceu duas m\u00e1quinas que produzem 10 toneladas de gelo por hora para manter o concreto entre 7\u00b0 e 20\u00b0C, temperaturas necess\u00e1rias para assegurar que grandes volumes ou blocos de concretagem n\u00e3o tenham problemas de fissura na cura. &#8220;A qualidade do concreto nuclear tem que ter 100% de garantia, dentro do que estabelecem as normas t\u00e9cnicas, para evitar vazamentos de elementos radioativos para a natureza&#8221;, diz Luiz Polachini, gerente comercial de equipamentos da Schwing-Stetter.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Grandes obras p\u00fablicas tamb\u00e9m come\u00e7am a incorporar uma modelagem saudada como revolucion\u00e1ria na execu\u00e7\u00e3o de projetos: o BIM (Building Information Modeling). Trata-se de uma plataforma de software que combina gr\u00e1ficos e geometria 2D e 3D com detalhes sobre custos, materiais e equipamentos e cronograma da obra. O resultado \u00e9 uma base de dados quantitativa e qualitativa do projeto. Toda a informa\u00e7\u00e3o em BIM \u00e9 interconectada. Se um engenheiro projeta uma viga a mais, imediatamente a contabilidade \u00e9 informada do gasto adicional. A plataforma come\u00e7ou a ganhar espa\u00e7o nos escrit\u00f3rios de engenharia e arquitetura da Europa e Estados Unidos no fim do s\u00e9culo passado. Depois que o governo americano determinou um pente fino em todas as obras de arte nas rodovias federais do pa\u00eds por causa da queda de uma ponte sobre o rio Mississipi que provocou treze mortos, em 2007, um relat\u00f3rio da Sociedade Americana de Engenheiros Civis prop\u00f4s que todos os projetos de estradas que viessem a ser constru\u00eddas fossem elaborados na plataforma BIM.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Brasil, a novidade engatinha. Muito por causa do pre\u00e7o: uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho, incluindo licen\u00e7as, hardware compat\u00edvel e pessoal treinado custa entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Por exig\u00eancia da Petrobras, o projeto do pr\u00e9dio que ser\u00e1 constru\u00eddo em Santos para abrigar a Unidade de Neg\u00f3cios da Bacia de Santos, encarregada das opera\u00e7\u00f5es do pr\u00e9-sal, ter\u00e1 que ser feito pelo sistema BIM. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estuda exigir nos editais de licita\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o das estradas federais que os projetos sejam entregues em plataforma bidimensional e, futuramente, tridimensional.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>Reforma na obra<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Gleise de Castro | Para o Valor, de S\u00e3o Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Novas t\u00e9cnicas, novos processos e novos equipamentos est\u00e3o transformando os canteiros de obras de todos os portes que se espalham pelo pa\u00eds. O tradicional assentamento tijolo por tijolo est\u00e1 com os dias contados. Escassez e encarecimento da m\u00e3o de obra e necessidade de produ\u00e7\u00e3o em maior escala levaram as construtoras a industrializar as constru\u00e7\u00f5es, em um movimento que vem se acentuando nos \u00faltimos dois anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A tend\u00eancia \u00e9 que a constru\u00e7\u00e3o, especialmente a imobili\u00e1ria, torne-se um processo de montagem, como no setor automotivo. Estruturas e paredes pr\u00e9-fabricadas, fachadas pr\u00e9-moldadas, &#8220;steel framing&#8221; (estruturas de perfis leves de a\u00e7o), pain\u00e9is de veda\u00e7\u00e3o e banheiros prontos de f\u00e1brica diminuem o tempo de obra, a necessidade de funcion\u00e1rios, os custos do empreendimento e os detritos produzidos, aumentando a produtividade e competitividade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticias\/mercado-pede-engenheiros-com-melhor-formacao\/attachment\/imageproxy-mvc-2\/\" rel=\"attachment wp-att-8555\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8555\" title=\"ImageProxy.mvc\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ImageProxy.mvc_1.jpg\" alt=\"\" width=\"755\" height=\"1747\" \/><\/a><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>Aos poucos, a constru\u00e7\u00e3o civil brasileira passa a aplicar solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 utilizadas h\u00e1 muito tempo na Europa e Estados Unidos, ao mesmo tempo em que desenvolve propostas pr\u00f3prias para quest\u00f5es locais. As chamadas obras secas, com grande utiliza\u00e7\u00e3o de material pr\u00e9-fabricado, v\u00eam sendo cada vez mais adotadas. &#8220;A constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 evoluindo das colunas e lajes moldadas in loco com fechamento em alvenaria, para vigas pr\u00e9-fabricadas de concreto, fechamentos internos com &#8220;drywall&#8221; (paredes feitas com chapas de gesso aparafusadas em estruturas de perfis de a\u00e7o) ou pr\u00e9dios em a\u00e7o&#8221;, diz Mario Humberto Marques, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia para Constru\u00e7\u00e3o e Minera\u00e7\u00e3o (Sobratema). Segundo ele, 60% a 70% das constru\u00e7\u00f5es ainda seguem m\u00e9todos tradicionais, mas a expectativa \u00e9 de que esse percentual se inverta at\u00e9 2020.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os equipamentos tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o mais os mesmos. As obras usam cada vez miniescavadeiras, minicarregadeiras e &#8220;skid steers&#8221; (esp\u00e9cie de minicarregadeiras mais vers\u00e1teis). S\u00e3o m\u00e1quinas adaptadas do setor industrial, que proporcionam maior rapidez e seguran\u00e7a no trabalho. Tamb\u00e9m foram introduzidas plataformas elevat\u00f3rias, que comportam duas a quatro pessoas e atingem grandes alturas, manipuladores telesc\u00f3picos, para levar para cima os produtos industrializados, e elevadores de cremalheiras, para movimentar cargas e pessoas. As &#8220;drywalls&#8221;, por exemplo, chegam ao canteiro em pallets e s\u00e3o transportadas dessa forma para os andares em constru\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Com o custo alto da m\u00e3o de obra e necessidade de gastos com qualifica\u00e7\u00e3o, as empresas perceberam que o pre\u00e7o da m\u00e1quina come\u00e7ou a ser interessante&#8221;, diz Lu\u00eds Fernando Mello, assessor econ\u00f4mico da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC). A ado\u00e7\u00e3o do ritmo industrial tamb\u00e9m foi influenciada pelo aumento da escala de produ\u00e7\u00e3o. Quem faz casas para baixa renda, por exemplo, de repente se viu diante de um programa como o Minha Casa Minha Vida, para constru\u00e7\u00e3o de 1 milh\u00e3o de moradias em quatro anos, volume ampliado para mais 2 milh\u00f5es, a partir de 2011. &#8220;Para se estabelecer em um novo patamar de produ\u00e7\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o precisou mudar de patamar tecnol\u00f3gico&#8221;, diz o economista.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;A constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 muito inovadora e criativa&#8221;, diz Lilian Laraia, diretora da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, consultoria especializada em gest\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o. Segundo ela, muitas obras de infraestrutura usam tecnologias in\u00e9ditas, como a t\u00e9cnica de barreira de bolhas, empregada pela Andrade Gutierrez na amplia\u00e7\u00e3o do porto de Imbituba (SC), entre 2009 e 2011, para reduzir a vibra\u00e7\u00e3o e barulho provocados pela crava\u00e7\u00e3o de estacas, que atrapalhavam a reprodu\u00e7\u00e3o e amamenta\u00e7\u00e3o de baleias-francas na \u00e1rea.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A gest\u00e3o do canteiro de obras tamb\u00e9m mudou. Exemplo disso \u00e9 a metodologia desenvolvida pela consultoria Akkari &amp; Costa Gerenciamento em Engenharia, inspirada no sistema Toyota de produ\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea otimiza\u00e7\u00e3o dos processos e utiliza\u00e7\u00e3o de materiais. Criado em 2010, no auge do boom imobili\u00e1rio, o m\u00e9todo reduziu consideravelmente o atraso na entrega dos empreendimentos &#8211; dos quatro meses aos seis meses, que predominavam no mercado, para 23 dias nas constru\u00e7\u00f5es assessoradas pela empresa. &#8220;Criamos uma diretriz com forte planejamento e compromisso com custos e prazos. O &#8220;just in time&#8221; \u00e9 um recurso para prover recursos para a obra no tempo certo&#8221;, diz Abla Akkari, doutora em engenharia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e s\u00f3cia da consultoria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As inova\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o ligam-se ainda \u00e0 sustentabilidade, principalmente em pr\u00e9dios corporativos. &#8220;O cliente corporativo quer que o espa\u00e7o ocupado converse com os princ\u00edpios da sua empresa&#8221;, diz Ge\u00f3rgia Grace Bernardes, assessora t\u00e9cnica da CBIC. As inova\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis v\u00e3o de vidros mais eficientes em desempenho t\u00e9rmico, que bloqueiam a radia\u00e7\u00e3o solar, mas n\u00e3o a luz, mudan\u00e7as no uso de \u00e1gua em torneiras e pias, utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva e aquecimento solar a sensores de presen\u00e7a para ilumina\u00e7\u00e3o e ar condicionado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com Paulo Sim\u00e3o, presidente da CBIC, o emprego de inova\u00e7\u00f5es desse tipo ganhar\u00e1 mais impulso com a nova norma para constru\u00e7\u00e3o, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT), que entra em vigor em julho. &#8220;Como teremos de construir dentro de novos par\u00e2metros, para atender o usu\u00e1rio com mais qualidade, em edifica\u00e7\u00f5es mais eficientes no consumo de \u00e1gua e energia, por exemplo, teremos de buscar elementos novos&#8221;, explica. A NBR 15.575 torna obrigat\u00f3rias medidas m\u00ednimas de qualidade e durabilidade em toda a obra, dos sistemas estruturais at\u00e9 piso, cobertura e estrutura hidrossanit\u00e1ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A maior utiliza\u00e7\u00e3o do a\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o atende tamb\u00e9m ao apelo da sustentabilidade. O material, que pode ser aplicado nas funda\u00e7\u00f5es, pilares, vigas, estruturas para cobertura e componentes para fechamento e veda\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es, \u00e9 100% recicl\u00e1vel. Nas &#8220;constru\u00e7\u00f5es secas&#8221;, est\u00e3o sendo cada vez mais utilizadas as &#8220;steel framings&#8221;. &#8220;A participa\u00e7\u00e3o do a\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o civil vem aumentando nos \u00faltimos anos. O setor \u00e9 o maior consumidor de a\u00e7o, com participa\u00e7\u00e3o acima de 35%&#8221;, diz Fernando Matos, presidente do Centro Brasileiro da Constru\u00e7\u00e3o em A\u00e7o (CBCA).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mesmo acontece com estruturas pr\u00e9-fabricadas de concreto, cuja demanda cresce ao ritmo de 15% ao ano, desde 2007, segundo \u00cdria Doniak, presidente executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Constru\u00e7\u00e3o Industrializada de Concreto (ABCIC). &#8220;Todos buscam os principais benef\u00edcios da industrializa\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o menor tempo de constru\u00e7\u00e3o e maior qualidade final da obra.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Materiais ganham atributos<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pe\u00e7as, materiais e ferramentas para a constru\u00e7\u00e3o civil ganham novos atributos e funcionalidades de forma acelerada. Na \u00e1rea de materiais, a Duratex lan\u00e7ou neste ano uma cole\u00e7\u00e3o de piso laminado com sistema de encaixe click, mais f\u00e1cil e r\u00e1pido de ser instalado, segundo Antonio Sergio Zampieri, gerente executivo de vendas da divis\u00e3o madeira da companhia. A coloca\u00e7\u00e3o em um apartamento de dois dormit\u00f3rios, de 60 m<sup>2<\/sup>, leva um dia e o instalador \u00e9 enviado pelo canal distribuidor da empresa. &#8220;Um produto com essas caracter\u00edsticas ajuda a resolver o problema de apag\u00e3o de m\u00e3o de obra das construtoras&#8221;, diz Zampieri.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre os fabricantes de produtos sider\u00fargicos para constru\u00e7\u00e3o, a V &amp; M do Brasil vem registrando aumento na demanda por tubos de a\u00e7o sem costura, em fun\u00e7\u00e3o das obras para Copa, segundo Rodrigo Cyrino Monteiro, gerente de aplica\u00e7\u00f5es de estruturas tubulares da empresa, que fornecer\u00e1, no total, 10,5 mil toneladas do produto para estruturas de cobertura de nove est\u00e1dios. De acordo com ele, os tubos garantem integridade e efici\u00eancia aos modelos estruturais de constru\u00e7\u00f5es com grandes v\u00e3os livres, de 30 metros a mais de cem metros, e permitem agilidade na instala\u00e7\u00e3o de equipamentos de som e ilumina\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Monteiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 a divis\u00e3o de ferramentas el\u00e9tricas da Bosch no Brasil lan\u00e7ou no fim de 2012 o primeiro laser de superf\u00edcies do mundo, que permite visualiza\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea das irregularidades no solo, para checar com mais efic\u00e1cia e menos trabalho o nivelamento do piso. O aparelho projeta duas linhas laser na superf\u00edcie que identificam depress\u00f5es ou eleva\u00e7\u00f5es. A precis\u00e3o do nivelamento \u00e9 de 0,3 mil\u00edmetros por metro. A ferramenta serve para qualquer tipo de obra e vem sendo adquirida especialmente por ind\u00fastrias, que precisam nivelar os pisos para instalar corretamente m\u00e1quinas de alta precis\u00e3o. <strong> (GC)<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o de que o setor de constru\u00e7\u00e3o civil poder\u00e1 ter um apag\u00e3o de engenheiros, caso seja confirmada, n\u00e3o acontecer\u00e1 por falta de m\u00e3o de obra qualificada, mas pelas novas exig\u00eancias que o mercado est\u00e1 impondo aos profissionais para acelerar a industrializa\u00e7\u00e3o do setor. &#8220;N\u00e3o existe escassez de talentos&#8221;, diz Adriana Prates, presidente da consultoria de busca de executivos Dasein. De acordo com ela, todas as \u00e1reas de engenharia permanecem em alta, mas o mercado est\u00e1 mais exigente e elevou seus crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o. &#8220;Apenas o diploma n\u00e3o \u00e9 mais garantia de emprego. \u00c9 preciso mais&#8221;, afirma. 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