{"id":8690,"date":"2013-06-19T12:27:35","date_gmt":"2013-06-19T15:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8690"},"modified":"2013-06-19T12:27:35","modified_gmt":"2013-06-19T15:27:35","slug":"teste-rapido-detecta-pesticida-em-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/teste-rapido-detecta-pesticida-em-alimentos\/","title":{"rendered":"Teste r\u00e1pido detecta pesticida em alimentos"},"content":{"rendered":"<p>Pensando na prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e nos consumidores de alimentos, um esfor\u00e7o conjunto da USP e da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) criou um teste r\u00e1pido e port\u00e1til para detectar a presen\u00e7a de um pesticida cujo uso foi\u00a0BANIDO\u00a0no Brasil, mas que ainda \u00e9 encontrado em lavouras, sobretudo no Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Hoje, a identifica\u00e7\u00e3o do\u00a0METAMIDOF\u00d3S\u00a0depende de exames laboratoriais. Estados que n\u00e3o disp\u00f5em dessas estruturas precisam enviar suas amostras a outros lugares &#8211;principalmente S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro&#8211; para detectar a subst\u00e2ncia, processo que leva at\u00e9 dez dias.<\/p>\n<p>Com o novo m\u00e9todo, o agrot\u00f3xico \u00e9 identificado em mais ou MENOS 30 MINUTOS.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/teste-rapido-detecta-pesticida-em-alimentos\/attachment\/imageproxy\/\" rel=\"attachment wp-att-8691\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8691\" title=\"ImageProxy\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/ImageProxy.jpg\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"1270\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A detec\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de pesticida requer treinamento de pessoal e uso de equipamentos complexos, al\u00e9m da resposta demorada. Com a utiliza\u00e7\u00e3o do biossensor, daria para treinar o pr\u00f3prio produtor e os trabalhadores. \u00c9 f\u00e1cil de usar e ainda d\u00e1 para levar no bolso&#8221;, afirma Izabela Gutierrez de Arruda, autora do trabalho.<\/p>\n<p>Natural de C\u00e1ceres, em Mato Grosso, a pesquisadora diz que a realidade da agricultura em seu Estado, no qual trabalhadores rurais sofrem com a intoxica\u00e7\u00e3o pelo metamidof\u00f3s, inspirou sua pesquisa.<\/p>\n<p>As propriedades desse pesticida fazem com que ele seja prejudicial para as fun\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m causa danos aos sistemas imune, reprodutor e end\u00f3crino.<\/p>\n<p><strong>O TRABALHO<\/strong><br \/>\nO conjunto funciona nos moldes de um leitor de glicose usado por diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Uma fita, que serve como reagente, \u00e9 inserida no material a ser testado e, depois, colocada em um aparelho.<\/p>\n<p>O biossensor \u00e9 uma pel\u00edcula fin\u00edssima contendo a enzima acetilcolinesterase que, quando entra em contato com as mol\u00e9culas do metamidof\u00f3s, tem sua a\u00e7\u00e3o inibida. Isso diminui a produ\u00e7\u00e3o de pr\u00f3tons, mudan\u00e7a que \u00e9 &#8220;lida&#8221; pelo aparelho, levando \u00e0 indica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de contamina\u00e7\u00e3o na amostra.<\/p>\n<p>O dispositivo detecta o agrot\u00f3xico na \u00e1gua e tamb\u00e9m nos alimentos &#8211;que precisam ser liquidificados antes de passar pelo exame.<\/p>\n<p><strong>OUTROS USOS<\/strong><br \/>\n&#8220;Com esse mesmo princ\u00edpio, seria poss\u00edvel identificar tamb\u00e9m outros agrot\u00f3xicos das classes dos organofosforados ou carbamatos [que incluem outros produtos em uso no Brasil]&#8221;, completa a pesquisadora.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por &#8220;abra\u00e7ar&#8221; o projeto no IFSC (Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos) da USP, o professor Francisco Eduardo Gontijo Guimar\u00e3es destaca o uso de tecnologia avan\u00e7ada, mas que cabe na palma da m\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O uso de nanomateriais potencializou os efeitos da enzima e acelerou o processo&#8221;, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Orientador do trabalho, Romildo Jer\u00f4nimo Ramos, da Universidade Federal de Mato Grosso, diz que a pesquisa tem tamb\u00e9m um aspecto social muito importante, facilitando a identifica\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e evitando que trabalhadores e moradores de regi\u00f5es rurais sejam atingidos por seus graves efeitos.<\/p>\n<p>O biossensor j\u00e1 foi registrado. A descoberta foi a primeira patente da Universidade Federal de Mato Grosso.<\/p>\n<p>O grupo do estudo, que contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o do pesquisador Nirton Cristi Silva Vieira, aguarda agora investimentos para dar prosseguimento ao projeto, sobretudo vindo de empresas e ind\u00fastrias. Os custos do aparelho devem ficar entre R$ 100 e R$ 200, mas podem ser reduzidos a depender da escala de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FONTE: FOLHA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensando na prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e nos consumidores de alimentos, um esfor\u00e7o conjunto da USP e da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) criou um teste r\u00e1pido e port\u00e1til para detectar a presen\u00e7a de um pesticida cujo uso foi\u00a0BANIDO\u00a0no Brasil, mas que ainda \u00e9 encontrado em lavouras, sobretudo no Centro-Oeste. Hoje, a identifica\u00e7\u00e3o do\u00a0METAMIDOF\u00d3S\u00a0depende de exames laboratoriais. 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