{"id":8730,"date":"2013-07-05T15:09:11","date_gmt":"2013-07-05T18:09:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8730"},"modified":"2013-07-05T15:09:11","modified_gmt":"2013-07-05T18:09:11","slug":"engenheiros-pesquisam-betao-que-dura-ate-2-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/engenheiros-pesquisam-betao-que-dura-ate-2-mil-anos\/","title":{"rendered":"Engenheiros pesquisam bet\u00e3o que dura at\u00e9 2 mil anos"},"content":{"rendered":"<p>Uma equipe de investigadores do Departamento de\u00a0<a title=\"Engenharia Civil - Blog da Engenharia\" href=\"http:\/\/www.blogdaengenharia.com\/engenharia\/engenharia-civil\/\" target=\"_blank\">Engenharia Civil<\/a>\u00a0e\u00a0<a title=\"Engenharia Ambiental - Blog da Engenharia\" href=\"http:\/\/www.blogdaengenharia.com\/engenharia\/engenharia-ambiental-e-sanitaria\/\" target=\"_blank\">Engenharia Ambiental<\/a>\u00a0da Universidade de Berkeley, na Calif\u00f3rnia, est\u00e1 estudando alternativas para a utiliza\u00e7\u00e3o de cimento Portland, ou bet\u00e3o, como \u00e9 chamado na l\u00edngua portuguesa europ\u00e9ia, tendo por base a an\u00e1lise da constitui\u00e7\u00e3o de amostras de cimento do tempo do Imp\u00e9rio Romano, recolhidas na cidade de Pozzuoli, perto de N\u00e1poles.<\/p>\n<p>Verificou-se que o cimento encontrado em Pozzuoli possui uma micro-estrutura de grande estabilidade e \u00e9 extremamente dur\u00e1vel, existindo estruturas com mais de dois mil anos ainda em excelentes condi\u00e7\u00f5es. O bet\u00e3o moderno, fabricado com cimento, tem um tempo de vida \u00fatil que n\u00e3o ultrapassa os 50 anos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/engenheiros-pesquisam-betao-que-dura-ate-2-mil-anos\/attachment\/betao-romano-02-blog-da-engenharia\/\" rel=\"attachment wp-att-8731\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8731\" title=\"betao-romano-02-blog-da-engenharia\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/betao-romano-02-blog-da-engenharia.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"540\" \/><\/a><\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o do ligante usado pelos Romanos s\u00f3 agora \u00e9 totalmente conhecida, gra\u00e7as \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia de\u00a0<em>Advanced Light Source<\/em>\u00a0no Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley. Trata-se de um material baseado em\u00a0 hidrossilicato de aluminato de c\u00e1lcio, subst\u00e2ncia que \u00e9 obtida pela mistura de cal e cinzas vulc\u00e2nicas.<\/p>\n<p>O bet\u00e3o assim conseguido tinha um comportamento especialmente interessante em ambientes agressivos, sendo usado frequentemente em obras portu\u00e1rias e mar\u00edtimas.<br \/>\nNestes casos n\u00e3o era apenas o material usado que permitia obter bet\u00e3o estrutural de t\u00e3o elevada qualidade. Tamb\u00e9m os m\u00e9todos de fabrica\u00e7\u00e3o usados eram determinantes, sendo a argamassa de cal e cinzas misturada com os agregados e submersa em\u00a0 \u00e1gua salgada, confinada numa cofragem de madeira. Em vez de\u00a0<a id=\"_GPLITA_0\" title=\"Click to Continue &gt; by Text-Enhance\" href=\"http:\/\/www.blogdaengenharia.com\/category\/sustentabilidade\/#\">combater<\/a>\u00a0os elementos mar\u00edtimos, os Romanos integravam-nos no pr\u00f3prio material.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/engenheiros-pesquisam-betao-que-dura-ate-2-mil-anos\/attachment\/mu\/\" rel=\"attachment wp-att-8732\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8732\" title=\"mu\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/mu.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"362\" \/><\/a><\/p>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o do processo de fabrica\u00e7\u00e3o permitiu tamb\u00e9m concluir que o bet\u00e3o de Pozzuoli era mais ecol\u00f3gico e sustent\u00e1vel que o bet\u00e3o moderno, requerendo temperaturas de fabrica\u00e7\u00e3o do ligante, inferiores a 1000\u00baC, ao contr\u00e1rio do cimento Portland que exige temperaturas pr\u00f3ximas dos 1500\u00baC.<\/p>\n<p>Apesar de possuir tempos de cura significativamente superiores ao bet\u00e3o de cimento portland e portanto n\u00e3o ser aplic\u00e1vel a todos os tipos de estruturas de Engenharia Civil, o bet\u00e3o de Pozzuoli \u00e9 muito mais dur\u00e1vel e sustent\u00e1vel. Al\u00e9m disso, a mat\u00e9ria prima b\u00e1sica do ligante, as cinzas vulc\u00e2nicas, existe em grandes quantidades um pouco por todo o mundo, o que significa que a sua utiliza\u00e7\u00e3o pode ser novamente generalizada, tal como no tempo do Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: Via<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe de investigadores do Departamento de\u00a0Engenharia Civil\u00a0e\u00a0Engenharia Ambiental\u00a0da Universidade de Berkeley, na Calif\u00f3rnia, est\u00e1 estudando alternativas para a utiliza\u00e7\u00e3o de cimento Portland, ou bet\u00e3o, como \u00e9 chamado na l\u00edngua portuguesa europ\u00e9ia, tendo por base a an\u00e1lise da constitui\u00e7\u00e3o de amostras de cimento do tempo do Imp\u00e9rio Romano, recolhidas na cidade de Pozzuoli, perto de N\u00e1poles. Verificou-se que o cimento encontrado em Pozzuoli possui uma micro-estrutura de grande estabilidade e \u00e9 extremamente dur\u00e1vel, existindo estruturas com mais de dois mil anos ainda em excelentes condi\u00e7\u00f5es. 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