{"id":8794,"date":"2013-07-17T14:20:04","date_gmt":"2013-07-17T17:20:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8794"},"modified":"2013-07-17T14:20:04","modified_gmt":"2013-07-17T17:20:04","slug":"transferencia-de-tecnologia-sinonimo-de-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/transferencia-de-tecnologia-sinonimo-de-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"TRANSFER\u00caNCIA DE TECNOLOGIA: SIN\u00d4NIMO DE DESENVOLVIMENTO"},"content":{"rendered":"<p>A capacidade de produzir e vender tecnologia confere a um pa\u00eds mais independ\u00eancia, diversidade no com\u00e9rcio exterior e sustentabilidade na economia. Por\u00e9m, para avan\u00e7ar \u00e9 necess\u00e1rio inovar, o que se faz com uma boa base tecnol\u00f3gica, ainda praticamente inexistente no Brasil. Para pensarmos em transfer\u00eancia de tecnologia, antes \u00e9 necess\u00e1rio considerar que o Brasil tem uma natural inclina\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de commodities, entretanto a prec\u00e1ria infraestrutura vem gerando diversos problemas como o aumento de custo na produ\u00e7\u00e3o, ocasionado pela incapacidade de o pa\u00eds transportar produtos aos portos. Dificuldades semelhantes enfrentam nossas ind\u00fastrias, pois as mesmas produzem bens e produtos que s\u00e3o pouco atrativos ao mercado internacional.<br \/>\nSitua\u00e7\u00f5es diferentes vivem as ind\u00fastrias de alta tecnologia que vem desempenhando um papel significativo na exporta\u00e7\u00e3o. A Embraer (Empresa Brasileira de Aeron\u00e1utica), por exemplo, anunciou vendas que alcan\u00e7aram US$ 2,6 bilh\u00f5es durante a feira de Avia\u00e7\u00e3o Paris Air Show, em Le Bourget. Outro setor que cresce independentemente das crises \u00e9 o de defesa. O or\u00e7amento previsto para 2011, para Estados Unidos, Fran\u00e7a, Inglaterra, China, Jap\u00e3o, Ar\u00e1bia Saudita, R\u00fassia, Coreia do Sul e \u00cdndia, ultrapassa US$ 1 trilh\u00e3o. Ao pegar uma fatia deste mercado, o Brasil poderia ter benef\u00edcios incontest\u00e1veis como menor instabilidade na balan\u00e7a comercial, pois os contratos s\u00e3o, em geral, de longo prazo.<br \/>\nEste tipo de ind\u00fastria traz desenvolvimento de tecnologia de ponta,\u00a0<a id=\"_GPLITA_0\" title=\"Click to Continue &gt; by Text-Enhance\" href=\"http:\/\/www.brasilengenharia.com.br\/noticias.asp?noticia=11937#\">empregos<\/a>\u00a0com alta remunera\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de centros de pesquisas, entre outras vantagens que poderiam dar suporte ao desenvolvimento do pa\u00eds. Para isso, o Brasil necessita, com urg\u00eancia, de transfer\u00eancia de tecnologia e de parceria com pa\u00edses que se disponham a ajudar sem, no entanto, comprometer a ind\u00fastria brasileira com regras e restri\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o. A ci\u00eancia \u00e9 desenvolvida atrav\u00e9s da busca cont\u00ednua do conhecimento, exercida com a pr\u00e1tica sistem\u00e1tica da investiga\u00e7\u00e3o. As pesquisas s\u00e3o os meios de se obter os caminhos necess\u00e1rios para transformar ideias em verdades. Fazer ci\u00eancia necessita de tempo, dedica\u00e7\u00e3o, recursos e esfor\u00e7o. Em muitos pa\u00edses, esse processo iniciou-se h\u00e1 d\u00e9cadas e, em outros, os centros de pesquisas est\u00e3o come\u00e7ando as jornadas.<br \/>\nTer pesquisas direcionadas ao mercado militar, de certa forma, traz vantagens aos pa\u00edses que investem neste segmento, pois os or\u00e7amentos militares s\u00e3o, em geral, maiores, frequentes, de longo prazo e pouco sujeitos a cortes. No Brasil, diversos institutos de pesquisas iniciaram as atividades para atender \u00e0s for\u00e7as armadas, como o CTA (Centro Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica), o ITA (Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica), entre outros. Estes centros produzem tecnologia de ponta e formam profissionais qualificados. Os pesquisadores egressos destas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o empregados em v\u00e1rias empresas civis brasileiras, melhorando intensivamente a qualidade delas, capacitando-as a concorrer em mercados maduros e evolu\u00eddos tecnologicamente.<br \/>\nA tecnologia \u00e9\u00a0<a id=\"_GPLITA_1\" title=\"Click to Continue &gt; by Text-Enhance\" href=\"http:\/\/www.brasilengenharia.com.br\/noticias.asp?noticia=11937#\">fruto<\/a>\u00a0de um processo colaborativo, pois \u00e9 apenas com a associa\u00e7\u00e3o de diversos olhares que se obt\u00eam produtos e servi\u00e7os que consigam aproximar-se da perfei\u00e7\u00e3o. A colabora\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia se faz por cons\u00f3rcios e contratos, em que ambas as partes estejam comprometidas a fornecer, sem restri\u00e7\u00e3o, todo conhecimento obtido por meio dos estudos. Alguns pa\u00edses, entretanto, como os Estados Unidos, por mais de uma vez, negaram ao Brasil a transfer\u00eancia de tecnologia para o desenvolvimento da ind\u00fastria nacional b\u00e9lica e civil. Segundo o Brigadeiro Engenheiro Ven\u00e2ncio Alvarenga Gomes, um exemplo se deu com o m\u00edssil para combate a\u00e9reo denominado MAA-1. Inicialmente, os sensores infravermelhos, cujo objetivo \u00e9 detectar um avi\u00e3o inimigo, fornecidos pela empresa norte-americana Judson, mostraram-se, segundo o mesmo Brigadeiro, m\u00edopes e estr\u00e1bicos, pois em vez de enxergar o avi\u00e3o inimigo, viam dois borr\u00f5es.<br \/>\nPara que problemas semelhantes n\u00e3o ocorressem uma vez mais, a Embraer buscou suporte da empresa sueca Ericsson para fornecer o radar que iria embarcado no ERJ-145. A empresa al\u00e9m de fornecer PS-890 Erieye, que \u00e9 uma antena plana de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, com varredura eletr\u00f4nica ativa, repassou toda a tecnologia necess\u00e1ria para viabiliza\u00e7\u00e3o do projeto. Com a transfer\u00eancia da tecnologia, o Brasil deu mais um salto tecnol\u00f3gico. Esta aeronave j\u00e1 foi comercializada sem nenhum tipo de impedimento, pois com a pol\u00edtica de neutralidade, a Su\u00e9cia n\u00e3o imp\u00f5e regras de vendas aos parceiros comerciais. A venda de uma aeronave deste porte equivale a um navio carregado com milhares de toneladas de min\u00e9rio.<br \/>\nDesse modo, as escolhas de parceiros comerciais e de desenvolvimentos, quando acertadas, permitem ao pa\u00eds dar saltos tecnol\u00f3gicos avan\u00e7ando na capacidade de inovar. O Brasil tem mais uma oportunidade de dar um salto tecnol\u00f3gico, ou n\u00e3o, com a compra dos ca\u00e7as para a FAB (For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira). A escolha correta permitir\u00e1 ao pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 receber as aeronaves, mas tamb\u00e9m tecnologia de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, que permitir\u00e1 aprender para inovar e criar novos produtos, sejam para o mercado civil ou militar, capacitando o pa\u00eds a seguir na trilha rumo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o em pot\u00eancia econ\u00f4mica mundial.<\/p>\n<p>Fonte: Brasil Engenharia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capacidade de produzir e vender tecnologia confere a um pa\u00eds mais independ\u00eancia, diversidade no com\u00e9rcio exterior e sustentabilidade na economia. Por\u00e9m, para avan\u00e7ar \u00e9 necess\u00e1rio inovar, o que se faz com uma boa base tecnol\u00f3gica, ainda praticamente inexistente no Brasil. Para pensarmos em transfer\u00eancia de tecnologia, antes \u00e9 necess\u00e1rio considerar que o Brasil tem uma natural inclina\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de commodities, entretanto a prec\u00e1ria infraestrutura vem gerando diversos problemas como o aumento de custo na produ\u00e7\u00e3o, ocasionado pela incapacidade de o pa\u00eds transportar produtos aos portos. 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