{"id":8875,"date":"2013-07-30T16:55:05","date_gmt":"2013-07-30T19:55:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8875"},"modified":"2013-07-30T16:55:05","modified_gmt":"2013-07-30T19:55:05","slug":"brasil-registra-salto-de-478-no-idh-municipal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/brasil-registra-salto-de-478-no-idh-municipal\/","title":{"rendered":"Brasil registra salto de 47,8% no IDH municipal"},"content":{"rendered":"<p><em>Atlas Brasil 2013 mostra redu\u00e7\u00e3o de disparidades regionais nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. IDH Educa\u00e7\u00e3o apesar de baixo, apresentou maior alta, 128%. Desafio agora \u00e9 pela qualidade do ensino.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/brasil-registra-salto-de-478-no-idh-municipal\/attachment\/idh\/\" rel=\"attachment wp-att-8876\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8876\" title=\"idh\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/idh.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil registrou um salto de 47,8% no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Pa\u00eds entre 1991 e 2010, um avan\u00e7o consistente puxado pela melhora acentuada dos munic\u00edpios menos desenvolvidos nas tr\u00eas dimens\u00f5es acompanhadas pelo \u00edndice: longevidade, educa\u00e7\u00e3o e renda. Os dados s\u00e3o do Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013, apresentado nesta segunda-feira (29\/07), em Bras\u00edlia, pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e Aplicada (IPEA) e a Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro (FJP). Os dados s\u00e3o calculados com base nos Censos Demogr\u00e1ficos de 1991, 2000 e 2010, do IBGE.<\/p>\n<p>O Atlas mostra que cerca de 74% dos\u00a0 munic\u00edpios brasileiros (ou 4.122 deles) se encontram nas faixas de M\u00e9dio e Alto Desenvolvimento Humano, enquanto cerca de 25% deles (ou 1.431 munic\u00edpios) est\u00e3o nas faixas de Baixo e Muito Baixo Desenvolvimento Humano. Os dados refletem a evolu\u00e7\u00e3o apresentada pelo IDHM do Brasil nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, ao sair da faixa de Muito Baixo (0,493) em 1991 para Alto (0,727) em 2010. Esta evolu\u00e7\u00e3o sinaliza tamb\u00e9m que o pa\u00eds est\u00e1 conseguindo, aos poucos, reduzir as disparidades hist\u00f3ricas de desenvolvimento humano entre os munic\u00edpios das regi\u00f5es Norte e Nordeste e aqueles localizados no Centro-Sul.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 entre os 15 pa\u00edses que mais conseguiram reduzir o d\u00e9ficit no IDH, entre 1990 e 2012, uma trajet\u00f3ria que o coloca no grupo de \u201calto desempenho\u201d. As conclus\u00f5es s\u00e3o do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano 2013 \u2013 Ascens\u00e3o do Sul: progresso humano num mundo diversificado, de mar\u00e7o deste ano. O Pa\u00eds registrou um crescimento de 24% no IDH nesse per\u00edodo e avan\u00e7a mais r\u00e1pido que vizinhos latino-americanos.<\/p>\n<p><strong>IDH Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao analisar o item educa\u00e7\u00e3o isoladamente, o Brasil subiu de 0,279 (em 1991) para 0,637 (em 2010). \u00c9 a dimens\u00e3o que mais avan\u00e7ou nos \u00faltimos anos (128,3%), puxada principalmente pelo fluxo escolar de jovens, que ficou 2,5 vezes maior em 2010 em rela\u00e7\u00e3o a 1991. No entanto, ainda n\u00e3o subiu o suficiente e \u00e9 a que hoje menos contribui para o IDHM do Brasil. \u00c9 tamb\u00e9m o \u00fanico sub\u00edndice classificado na faixa m\u00e9dia do desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Em 1991, 30,1% da popula\u00e7\u00e3o com 18 anos de idade ou mais tinham conclu\u00eddo o ensino fundamental. Em 2010, esse percentual era para 54,9%. Os indicadores mostram que houve uma universaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no Pa\u00eds, com quase a totalidade das crian\u00e7as matriculadas. O percentual de crian\u00e7as com 5 e 6 anos frequentando a escola, por exemplo, subiu de 37,3% (em 1991) para 91,1% (em 2010).<\/p>\n<p>As crian\u00e7as de\u00a011 a\u00a013 anos nos anos finais do ensino fundamental tamb\u00e9m aumentaram de 36,8% (em 1991) para 84,9% (em 2010). \u00c0 medida que se avan\u00e7a nos ciclos seguintes da educa\u00e7\u00e3o, nota-se um gargalo no setor. A popula\u00e7\u00e3o de\u00a015 a\u00a017 anos com o ensino fundamental completo \u00e9 de 57,2%, em 2010. Em 1991, era 20%. Quando se chega no ensino m\u00e9dio, o panorama \u00e9 ainda mais cr\u00edtico: apenas 41% dos jovens de\u00a018 a\u00a020 anos se formou. Em 1991, esse percentual era de 13%.<\/p>\n<p><strong>Renda e Longevidade<\/strong><\/p>\n<p>A renda, por outro lado, foi de 0,647 (em 1991) para 0,739 (em 2010), com um crescimento equivalente a 14,2%. A renda per capita dos brasileiros teve um ganho de R$ 346,31 (em valores corrigidos) nos \u00faltimos 20 anos. No entanto, ainda h\u00e1 uma grande desigualdade entre os munic\u00edpios. A cidade com a maior renda m\u00e9dia per capita \u00e9 S\u00e3o Caetano do Sul (SP), com R$ 2.043,74. Ela \u00e9 21 vezes maior do que a do munic\u00edpio com o menor IDHM Renda, que \u00e9 Maraj\u00e1 do Sena (MA), com R$ 96,25.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 longevidade, foi o \u00edndice que mais puxou o IDHM nacional para cima. A expectativa de vida cresceu 14% (9,2 anos) nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, passando de 64,7 anos (em 1991) para 73,9 anos (em 2010). No entanto, ainda h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o muito grande entre os munic\u00edpios, entre 65 e 79 anos, embora seja o \u00edndice que tenha apresentado a maior redu\u00e7\u00e3o na diferen\u00e7a entre o maior e o menor resultado.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"25\" cellpadding=\"15\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/col125.mail.live.com\/Handlers\/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;canary=C%2fY5cQG3YG7NyDQAUXWizqe5dbMTgcEPqyvVEyUV%2f1k%3d0&amp;url=http%3a%2f%2fptnosenado.org.br%2fimages%2fstories%2fmarcelo_neri.jpg\" alt=\"marcelo_neri\" width=\"320\" height=\"213\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>O Pa\u00eds &#8220;teve avan\u00e7os muito importantes<br \/>\nnos \u00faltimos anos, mas as pessoas<br \/>\nquerem mais avan\u00e7os&#8221;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia (SAE), Marcelo Neri, avalia que o Pa\u00eds &#8220;teve avan\u00e7os muito importantes nos \u00faltimos anos, mas as pessoas querem mais avan\u00e7os&#8221;. Segundo ele, o Pa\u00eds passa por um per\u00edodo de grandes transforma\u00e7\u00f5es, mas ele n\u00e3o encara com pessimismo o baixo crescimento da economia brasileira, que poderia l\u00e1 na frente impactar negativamente esses indicadores.<\/p>\n<p>&#8220;Embora tenhamos um Pa\u00eds desigual, a desigualdade diminuiu&#8221;, analisa Marco Aur\u00e9lio Costa, coordenador do IPEA. &#8220;As regi\u00f5es Norte e Nordeste tiveram um avan\u00e7o proporcionalmente maior, o que reflete melhoria no desempenho dos munic\u00edpios piores, mas ainda ficam atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Desempenho por estados<\/strong><\/p>\n<p>As regi\u00f5es Sul (64,7%, ou 769 munic\u00edpios) e Sudeste (52,2% ou 871 munic\u00edpios) t\u00eam uma maioria de munic\u00edpios concentrada na faixa de Alto Desenvolvimento Humano. No Centro-Oeste (56,9%, ou 265 munic\u00edpios) e no Norte (50,3, ou 226 munic\u00edpios), a maioria est\u00e1 no grupo de M\u00e9dio Desenvolvimento Humano. Ainda segundo o mesmo levantamento, Sul, Sudeste e Centro-Oeste n\u00e3o possuem nenhum munic\u00edpio na faixa de Muito Baixo Desenvolvimento Humano. Por outro lado, as regi\u00f5es Norte e Nordeste n\u00e3o contam com nenhum munic\u00edpio na faixa de Muito Alto Desenvolvimento Humano.<\/p>\n<p>O Distrito Federal \u00e9 a Unidade da Federa\u00e7\u00e3o (UF) com o IDHM mais elevado (0,824) e se destaca tamb\u00e9m como o \u00fanico do grupo a figurar na faixa de Muito Alto Desenvolvimento Humano. Al\u00e9m disso, o DF tem o maior IDHM Renda (0,863), o maior IDHM Educa\u00e7\u00e3o (0,742) e o maior IDHM Longevidade (0,873) entre as UFs. Na outra ponta, Alagoas (0,631) e Maranh\u00e3o (0,639) s\u00e3o os estados com menor IDHM do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o feita entre as UFs, constata-se que a diferen\u00e7a entre o maior e o menor IDHM do grupo recuou 25,5% entre 1991 (0,259) e 2010 (0,193). A maior redu\u00e7\u00e3o nas disparidades foi encontrada no IDHM Longevidade, onde a diferen\u00e7a caiu 41,6% (de 0,202 em 1991 para 0,118 em 2010). A queda na diferen\u00e7a entre o maior e o menor IDHM Educa\u00e7\u00e3o foi a segunda maior: 15,9%, de 0,264 (1991) para 0,222 (2010). No IDHM Renda, a queda foi de 11,6% pela mesma compara\u00e7\u00e3o, passando de 0,284 (1991) para 0,251 (2010).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/col125.mail.live.com\/Handlers\/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;canary=C%2fY5cQG3YG7NyDQAUXWizqe5dbMTgcEPqyvVEyUV%2f1k%3d0&amp;url=http%3a%2f%2fptnosenado.org.br%2fimages%2fstories%2fcartaz-pnud.jpg\" alt=\"cartaz-pnud\" width=\"400\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o na diferen\u00e7a entre os maiores e menores IDHMs dos estados e DF mostra que as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o conseguiram reduzir as desigualdades entre si em termos de desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Apesar disso, os estados do Sul e Sudeste continuam com IDHM e sub\u00edndices superiores aos do Brasil \u2013 com exce\u00e7\u00e3o de Minas Gerais (0,730) que, na dimens\u00e3o Renda, encontra-se abaixo do IDHM Renda do Pa\u00eds (0,739). Todos os estados do Norte e Nordeste t\u00eam IDHM e sub\u00edndices menores que os do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Atlas Brasil 2013<\/strong><\/p>\n<p>O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 traz uma ferramenta gratuita de acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre 5.565 munic\u00edpios brasileiros, \u00fatil tanto para os gestores p\u00fablicos quanto para a sociedade\u00a0em geral. Nele\u00a0est\u00e3o contidos o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) para cada munic\u00edpio e os resultado da an\u00e1lise de mais de 180 indicadores socioecon\u00f4micos do Pa\u00eds \u2013 tamb\u00e9m sob a perspectiva municipal: entre eles demografia, educa\u00e7\u00e3o, renda, habita\u00e7\u00e3o, trabalho e vulnerabilidade.<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atlas Brasil 2013 mostra redu\u00e7\u00e3o de disparidades regionais nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. IDH Educa\u00e7\u00e3o apesar de baixo, apresentou maior alta, 128%. 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