{"id":8890,"date":"2013-08-06T14:24:00","date_gmt":"2013-08-06T17:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=8890"},"modified":"2013-08-06T14:24:00","modified_gmt":"2013-08-06T17:24:00","slug":"desistencia-no-curso-de-engenharia-coloca-em-risco-desenvolvimento-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/desistencia-no-curso-de-engenharia-coloca-em-risco-desenvolvimento-do-pais\/","title":{"rendered":"Desist\u00eancia no curso de engenharia coloca em risco desenvolvimento do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<h3>Complexidade das mat\u00e9rias e falta de est\u00edmulo dificultam perman\u00eancia de alunos nos cursos<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/desistencia-no-curso-de-engenharia-coloca-em-risco-desenvolvimento-do-pais\/attachment\/engenharia-2\/\" rel=\"attachment wp-att-8891\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-8891\" title=\"engenharia\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/engenharia-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"298\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de engenheiros \u00e9 vista como um ponto cr\u00edtico para o desenvolvimento do Pa\u00eds. O curso demora, em geral, cinco anos, e atualmente \u00e9 mais procurado do que o direito nos vestibulares. Por\u00e9m, a maioria dos alunos desiste antes de completar os estudos.<\/p>\n<p>Levantamento da CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria) revela que 57,4% dos alunos abandonam a faculdade de engenharia no meio do curso. Entre os especialistas ouvidos pelo R7, os principais problemas que levam \u00e0 evas\u00e3o s\u00e3o a defici\u00eancia em matem\u00e1tica e f\u00edsica, o valor das mensalidades, a falta de experi\u00eancias pr\u00e1ticas durante o curso, al\u00e9m da escolha prematura do tipo de especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Richard K. Miller, presidente da faculdade norte-americana de engenharia\u00a0Franklin\u00a0W. Olin, defende que o trabalho em equipe pode ajudar a superar os problemas com a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos alunos.<\/p>\n<p>\u2014 Matem\u00e1tica pode ser frustrante. Voc\u00ea come\u00e7a a trabalhar em um problema e para em uma dificuldade. Se voc\u00ea tem uma pequena\u00a0equipe, quando encontrar uma dificuldade, voc\u00ea pode ultrapass\u00e1-la.<\/p>\n<p>No Brasil, o Pr\u00f3-Engenharias (Programa\u00a0de Apoio ao Ensino e \u00e0\u00a0Pesquisa\u00a0Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Engenharias) possui uma parte espec\u00edfica dedicada \u00e0 tutoria, que se encontra em fase de implementa\u00e7\u00e3o. O programa \u00e9 uma iniciativa da Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior), e quer implantar um sistema de acompanhamento amplo dos alunos de engenharia.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 pegar alunos que t\u00eam defici\u00eancia em matem\u00e1tica, f\u00edsica e qu\u00edmica e estudam engenharia para ganharem uma bolsa para n\u00e3o precisarem trabalhar e se dedicarem aos estudos. [&#8230;]\u00a0Segundo, se h\u00e1 dificuldade [nestas mat\u00e9rias], n\u00f3s vamos colocar um bom aluno na \u00e1rea, ganhando bolsa da Capes, para tutorar outros quatro ou cinco.<\/p>\n<p><strong>Demanda por profissionais de engenharia formados preocupa e divide entidades<\/strong><\/p>\n<p>Universidade dos EUA tem curso de engenharia com pr\u00e1tica nos primeiros anos para combater evas\u00e3o<\/p>\n<p>Falta de\u00a0<a id=\"_GPLITA_0\" title=\"Click to Continue &gt; by Text-Enhance\" href=\"http:\/\/www.midianews.com.br\/conteudo.php?sid=3&amp;cid=168227#\">investimento<\/a>\u00a0atrasou Pr\u00f3-Engenharias, relata presidente da Capes<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es destaca que a tutoria funcionaria como uma pir\u00e2mide. Um grupo de alunos atuaria junto a um tutor, e um grupo de tutores iria atuar junto a um professor. Todos seriam ligados \u00e0 Capes e receberiam bolsas do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Demanda do mercado<\/strong><\/p>\n<p>Raros casos fogem a esta realidade da evas\u00e3o. Este \u00e9 o caso do ITA (Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica) e do IME (Instituto Militar de Engenharia), onde a evas\u00e3o \u00e9 inferior a 5%.<\/p>\n<p>Murilo Celso Pinheiro, presidente da FNE (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Engenheiros), alerta para a necessidade de se formar m\u00e3o-de-obra qualificada no mercado.<\/p>\n<p>\u2014 Ao longo de mais de duas d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o, a engenharia perdeu relev\u00e2ncia e os profissionais se viram sem espa\u00e7o para atuar. Com isso, para os\u00a0<a id=\"_GPLITA_1\" title=\"Click to Continue &gt; by Text-Enhance\" href=\"http:\/\/www.midianews.com.br\/conteudo.php?sid=3&amp;cid=168227#\">estudantes<\/a>, a engenharia n\u00e3o era t\u00e3o atraente. Por\u00e9m, hoje, o cen\u00e1rio \u00e9 outro. Por isso, precisamos fazer com que os jovens enxerguem a engenharia como a profiss\u00e3o do momento e do futuro.<\/p>\n<p>Jorge Guimar\u00e3es, da Capes, j\u00e1 destaca a import\u00e2ncia da qualidade dos cursos, a que n\u00e3o seria necess\u00e1rio abrir mais vagas.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o precisar\u00edamos abrir mais vagas de engenharia, mas trabalhar para ocupar as vagas ociosas, que ficam desocupadas devido \u00e0 evas\u00e3o dos alunos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Complexidade das mat\u00e9rias e falta de est\u00edmulo dificultam perman\u00eancia de alunos nos cursos &nbsp; &nbsp; A forma\u00e7\u00e3o de engenheiros \u00e9 vista como um ponto cr\u00edtico para o desenvolvimento do Pa\u00eds. O curso demora, em geral, cinco anos, e atualmente \u00e9 mais procurado do que o direito nos vestibulares. Por\u00e9m, a maioria dos alunos desiste antes de completar os estudos. Levantamento da CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria) revela que 57,4% dos alunos abandonam a faculdade de engenharia no meio do curso. Entre os especialistas ouvidos pelo R7, os principais problemas que levam \u00e0 evas\u00e3o s\u00e3o a defici\u00eancia em matem\u00e1tica e f\u00edsica, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8890","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8890\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}