{"id":9002,"date":"2013-09-05T14:21:44","date_gmt":"2013-09-05T17:21:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=9002"},"modified":"2013-09-05T14:21:44","modified_gmt":"2013-09-05T17:21:44","slug":"governo-federal-agora-quer-importar-engenheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/governo-federal-agora-quer-importar-engenheiros\/","title":{"rendered":"Governo federal agora quer importar engenheiros"},"content":{"rendered":"<p><em>Entidades de classe s\u00e3o contra e dizem que h\u00e1 desemprego no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<table width=\"180px\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"right\">CRISTIANO RAMOS\/DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.diariodocomercio.com.br\/upload.php?acao=getFileContent&amp;id=49117\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.diariodocomercio.com.br\/upload.php?acao=getFileContent&amp;id=49117&amp;width=180&amp;height=149.4\" alt=\"Em Minas, 60 mil profissionais est\u00e3o fora do mercado, diz Crea\" width=\"180\" height=\"149.4\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\">Em Minas, 60 mil profissionais est\u00e3o fora do mercado, diz Crea<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A poss\u00edvel &#8220;importa\u00e7\u00e3o&#8221; de engenheiros pelo Brasil, estudada pelo governo federal como uma alternativa para as futuras obras de infraestrutura no pa\u00eds, poder\u00e1 elevar o n\u00edvel de desemprego no segmento, realidade que come\u00e7a a se intensificar neste ano, segundo as entidades de classe. Somente em Minas Gerais, cerca de 60 mil engenheiros civis est\u00e3o fora do mercado, seja por falta de vagas ou de sal\u00e1rios atraentes. Segundo empres\u00e1rios do ramo da constru\u00e7\u00e3o civil, a atual demanda de obras n\u00e3o justifica uma contrata\u00e7\u00e3o imediata mas, no m\u00e1ximo, uma substitui\u00e7\u00e3o dos trabalhadores j\u00e1 contratados.<\/p>\n<p>Essa vinda de estrangeiros para o pa\u00eds j\u00e1 est\u00e1 em estudo pela presidente Dilma Rousseff, assim como ocorreu com os profissionais da sa\u00fade, por meio do Programa Mais M\u00e9dicos. O governo federal entende que essa seria uma forma de solucionar um dos entraves para que projetos importantes de infraestrutura saiam do papel. Ministros j\u00e1 estariam tentando convencer Dilma que trazer profissionais especializados de fora ajudaria os munic\u00edpios a realizar projetos, que s\u00e3o necess\u00e1rios pra a libera\u00e7\u00e3o e o repasse de verbas federais.<\/p>\n<p>&#8220;O governo vai trazer engenheiros de fora para qu\u00ea? O que temos hoje no setor \u00e9 desemprego. Uma forte crise nas consultorias e demiss\u00f5es. A pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o civil, que passou por um\u00a0<em>boom<\/em>, agora j\u00e1 desacelera investimentos e fecha postos de trabalho&#8221;, afirma o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas), Jobson Andrade.<\/p>\n<table width=\"180px\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"right\">DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.diariodocomercio.com.br\/upload.php?acao=getFileContent&amp;id=49109\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.diariodocomercio.com.br\/upload.php?acao=getFileContent&amp;id=49109&amp;width=180&amp;height=116.55\" alt=\"Segundo o Crea-Minas hoje existem 1 milh\u00e3o de profissionais no Brasil\" width=\"180\" height=\"116.55\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\">Segundo o Crea-Minas hoje existem 1 milh\u00e3o de profissionais no Brasil<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>De acordo com dados do conselho, atualmente, existem cerca de 1 milh\u00e3o de profissionais em atividade no Brasil, n\u00famero que inclui t\u00e9cnicos e engenheiros de todas as \u00e1reas. Desse total, 150 mil atuam em Minas Gerais. O n\u00famero de profissionais atuantes do Estado poderia ser dobrado, caso houvesse espa\u00e7o para todos os graduados. Ou seja, 150 mil tiveram que partir para outras \u00e1reas, sendo 60 mil deles engenheiros civis.<\/p>\n<p>Segundo Andrade, uma pesquisa realizada no Estado h\u00e1 dois anos estimava que, caso o Brasil crescesse em uma m\u00e9dia de 4,5% ao ano, demoraria cerca de 10 anos para existir, de fato, um problema de m\u00e3o de obra na \u00e1rea. Nesse per\u00edodo, daria para capacitar novos profissionais. Por\u00e9m, como o pa\u00eds n\u00e3o cresceu tanto, o tempo em que vai demorar para chegar a escassez de engenheiros ser\u00e1 ainda maior.<\/p>\n<p>Para o diretor da \u00e1rea de conhecimento e educa\u00e7\u00e3o continuada da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Jos\u00e9 Luiz Albertin, a op\u00e7\u00e3o de buscar novos profissionais no exterior seria danosa para a profiss\u00e3o no pa\u00eds. &#8220;Eu diria que o efeito mais esperado \u00e9 o do colonizado, como o de costume. Os profissionais que chegarem de fora ser\u00e3o mais valorizados do que os do Brasil, j\u00e1 que eles v\u00e3o chegar com uma forma\u00e7\u00e3o diferenciada da existente internamente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O especialista qualifica a &#8220;importa\u00e7\u00e3o&#8221; de engenheiros como um remendo capaz de remediar uma necessidade de m\u00e3o de obra imediata. Por\u00e9m, o investimento necess\u00e1rio na capacita\u00e7\u00e3o dos brasileiros, com implanta\u00e7\u00e3o de novas tecnologias no ensino e melhoria da base escolar, ser\u00e1 apenas adiado.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o negativa sobre o poss\u00edvel programa n\u00e3o vem apenas de representantes dos profissionais, por motivos corporativistas. Os empres\u00e1rios do ramo da constru\u00e7\u00e3o civil, que poderiam se beneficiar com um maior n\u00famero de profissionais, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o convencidos de que a chegada de estrangeiros poderia solucionar os problemas do setor.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos engenheiros de sobra, o que faltam s\u00e3o obras. Ainda mais agora que as obras do governo federal n\u00e3o est\u00e3o no ritmo esperado, as empresas est\u00e3o \u00e9 dispensando funcion\u00e1rios e n\u00e3o contratando&#8221;, afirma o presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), Alberto Salum.<\/p>\n<p>O economista e coordenador sindical do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil de Minas Gerais (Sinduscon), Daniel Furletti, concorda. &#8220;\u0090 preciso primeiro haver uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que haver\u00e1 um aumento no n\u00famero de obras a serem feitas. Nas condi\u00e7\u00f5es atuais n\u00e3o precisa de refor\u00e7o na m\u00e3o de obra&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Di\u00e1rio do com\u00e9rcio<\/strong><\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades de classe s\u00e3o contra e dizem que h\u00e1 desemprego no pa\u00eds. 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