{"id":9092,"date":"2013-09-20T09:32:15","date_gmt":"2013-09-20T12:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=9092"},"modified":"2013-09-20T09:32:15","modified_gmt":"2013-09-20T12:32:15","slug":"tst-acolhe-recurso-do-creapb-e-sengepb-sobre-salario-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/tst-acolhe-recurso-do-creapb-e-sengepb-sobre-salario-profissional\/","title":{"rendered":"TST acolhe recurso do CREA\/PB e SENGE\/PB sobre sal\u00e1rio profissional"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/noticia-destaque\/tst-acolhe-recurso-do-creapb-e-sengepb-sobre-salario-profissional\/attachment\/tst\/\" rel=\"attachment wp-att-9093\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9093\" title=\"tst\" src=\"http:\/\/www.creapb.org.br\/creapb-admin\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tst.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho acolheu recurso do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Para\u00edba para admitir a fixa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio profissional com base em m\u00faltiplos do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Segundo ao entendimento da Turma, essa forma de fixa\u00e7\u00e3o n\u00e3o contraria o artigo 7\u00ba, inciso IV, da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htmhttp:\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>\u00a0ou a<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/cms\/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante\">S\u00famula Vinculante n\u00ba 4<\/a>\u00a0do Supremo Tribunal Federal: o que o preceito constitucional veda \u00e9 a vincula\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do sal\u00e1rio profissional ao sal\u00e1rio m\u00ednimo geral para fins de reajustes.<\/p>\n<p><strong>Entenda o caso<\/strong><\/p>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, o Sindicato dos Engenheiros da Para\u00edba e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Para\u00edba (CREA-PB) pediam diferen\u00e7as salariais decorrentes de pagamento a menor pela n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do piso salarial previsto na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L4950a.htm\">Lei 4.950-A\/66<\/a>, que disp\u00f5e sobre a remunera\u00e7\u00e3o de profissionais de engenharia, qu\u00edmica, arquitetura, agronomia e veterin\u00e1ria. A lei distingue, para fins de piso, os regimes de jornada de seis horas ou maior e os cursos de dura\u00e7\u00e3o igual ou superior a quatro anos e os inferiores a esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para a execu\u00e7\u00e3o das atividades com exig\u00eancia de seis horas de servi\u00e7o, o sal\u00e1rio base m\u00ednimo \u00e9 de seis vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, enquanto para os profissionais com forma\u00e7\u00e3o inferior a quatro anos ser\u00e1 de cinco vezes (artigo 5\u00ba). Nos contratos com jornada superior a seis horas di\u00e1rias, o piso tomar\u00e1 por base o custo da hora fixado no artigo 5\u00ba, com as horas excedentes \u00e0 sexta di\u00e1ria acrescidas de 25%.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s decis\u00e3o desfavor\u00e1vel, o sindicato e o CREA recorreram ao TST com o objetivo de reverter o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 13\u00aa Regi\u00e3o (PB).<\/p>\n<p>O relator do processo na Quinta Turma, ministro Caputo Bastos, esclareceu que, na contrata\u00e7\u00e3o de engenheiros, a remunera\u00e7\u00e3o deve observar as regras previstas na Lei 4.950-A\/66, vinculadas ao sal\u00e1rio m\u00ednimo legal. Todavia, em caso de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo, n\u00e3o \u00e9 permitida a atualiza\u00e7\u00e3o do valor do sal\u00e1rio profissional do engenheiro. Ocorrendo essa hip\u00f3tese ficaria configurada a viola\u00e7\u00e3o do artigo 7\u00b0, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Este entendimento est\u00e1 consolidado na\u00a0<a href=\"http:\/\/www3.tst.jus.br\/jurisprudencia\/OJ_SDI_2\/n_S5_61.htm#71\">Orienta\u00e7\u00e3o Jurisprudencial 71<\/a>, da Subse\u00e7\u00e3o 2 Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-2) do TST.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o, o processo retornar\u00e1 ao TRT-PB para que seja analisado o recurso ordin\u00e1rio dos autores, ficando afastada a premissa adotada pelo Regional de que a Lei n\u00ba 4.950-A\/66 n\u00e3o foi recepcionada pela Constitui\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Cristina Gimenes\/CF)<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"https:\/\/aplicacao5.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=64700&amp;digitoTst=45&amp;anoTst=2010&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=13&amp;varaTst=0002\">RR-64700-45.2010.5.13.0002<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por tr\u00eas ministros, com a atribui\u00e7\u00e3o de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordin\u00e1rios em a\u00e7\u00e3o cautelar. Das decis\u00f5es das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer \u00e0 Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SBDI-1).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: TST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho acolheu recurso do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Para\u00edba para admitir a fixa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio profissional com base em m\u00faltiplos do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Segundo ao entendimento da Turma, essa forma de fixa\u00e7\u00e3o n\u00e3o contraria o artigo 7\u00ba, inciso IV, da\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u00a0ou aS\u00famula Vinculante n\u00ba 4\u00a0do Supremo Tribunal Federal: o que o preceito constitucional veda \u00e9 a vincula\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do sal\u00e1rio profissional ao sal\u00e1rio m\u00ednimo geral para fins de reajustes. 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