{"id":9295,"date":"2013-11-13T14:43:34","date_gmt":"2013-11-13T17:43:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.creapb.org.br\/?p=9295"},"modified":"2013-11-13T14:43:34","modified_gmt":"2013-11-13T17:43:34","slug":"projeto-busca-indicadores-de-qualidade-em-plantio-direto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/projeto-busca-indicadores-de-qualidade-em-plantio-direto\/","title":{"rendered":"Projeto busca indicadores de qualidade em plantio direto"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O plantio direto est\u00e1 no Brasil desde os anos 1960. Tendo inicialmente, tr\u00eas requisitos m\u00ednimos simples (n\u00e3o revolvimento do solo, rota\u00e7\u00e3o de culturas e uso de culturas de cobertura para forma\u00e7\u00e3o de palhada), sua ado\u00e7\u00e3o pelos produtores parecia ser f\u00e1cil. De fato, devido principalmente aos impactos conservacionistas e econ\u00f4micos proporcionados, a \u00e1rea com essa forma de manejo cresceu rapidamente nos \u00faltimos trinta anos, atingindo cerca de 25 milh\u00f5es de hectares no Pa\u00eds. Curiosamente, ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, \u00e1reas que utilizam o plantio direto t\u00eam apresentado eros\u00e3o h\u00eddrica e quebra da estabilidade da produtividade, problemas que anteriormente s\u00f3 eram observados no plantio convencional.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o, que preocupa agricultores e t\u00e9cnicos, deveria estar tamb\u00e9m, na pauta de toda a sociedade, j\u00e1 que a qualidade do manejo das terras influencia um leque de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos (que v\u00e3o da disponibilidade de alimentos e \u00e1gua de boa qualidade at\u00e9 a beleza c\u00eanica natural). Neste cen\u00e1rio, produtores liderados pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP) se juntaram a outras entidades, como a Itaipu Binacional e a Embrapa, para a busca de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A fim de descobrir se o manejo utilizado no plantio direto est\u00e1 sendo corretamente usado pelos produtores e tamb\u00e9m desenvolver ferramentas para a avalia\u00e7\u00e3o deste sistema tanto nas propriedades agr\u00edcolas como no \u00e2mbito da microbacia hidrogr\u00e1fica, a Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) articulou a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de pesquisa, a SoloVivo.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e3o minuciosamente acompanhadas 12 pequenas bacias hidrogr\u00e1ficas &#8211; nas quais o manejo \u00e9 realizado predominantemente em plantio direto -, seis com bom manejo e outras seis com manejo inadequado, localizadas em cinco estados (GO, MS, PR, RS e SP), durante quatro anos. \u00cdndices que permitam a qualifica\u00e7\u00e3o do manejo em propriedades e, tamb\u00e9m, no \u00e2mbito de microbacias, ser\u00e3o desenvolvidos e validados mediante o monitoramento cont\u00ednuo de produ\u00e7\u00e3o de sedimentos, vaz\u00e3o h\u00eddrica, solo, precipita\u00e7\u00e3o e os sistemas de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o pesquisador da Embrapa Solos Lu\u00eds Carlos Hernani.<\/p>\n<p>Ao fim do projeto SoloVivo pretende-se ter, al\u00e9m de ferramentas para avaliar o desempenho t\u00e9cnico do manejo do solo e da \u00e1gua em unidades agr\u00edcolas e nas microbacias hidrogr\u00e1ficas, recomendar para cada regi\u00e3o a ser estudada, modelos ou arranjos de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1rios, que atendam aos preceitos e consolidem o Sistema Plantio Direto (SPD) cuja conota\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ampla e completa do que o\u00a0 \u201ccobrir com palha e plantar sem preparar o solo\u201d, t\u00edpico do plantio direto usual. Todas as a\u00e7\u00f5es e etapas de desenvolvimento e valida\u00e7\u00e3o dos produtos do SoloVivo ter\u00e3o participa\u00e7\u00e3o efetiva do agricultor que ser\u00e1 o principal ator e agente gerador das mudan\u00e7as necess\u00e1rias \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o plena do SPD e da valora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ambientais produzidos por sua atividade econ\u00f4mica racionalmente conduzida.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, esperamos construir compet\u00eancia conceitual e metodol\u00f3gica para orientar pol\u00edticas de avalia\u00e7\u00e3o do desempenho ambiental na utiliza\u00e7\u00e3o das terras agr\u00edcolas bem como fomentar para que as ferramentas desenvolvidas no \u00e2mbito do SoloVivo sejam usadas como base de programas governamentais (a exemplo do Plano ABC) para incremento da ado\u00e7\u00e3o plena do SPD em at\u00e9 10 milh\u00f5es de hectares, nos pr\u00f3ximos dez anos&#8221;, completa Hernani.<\/p>\n<p>O SoloVivo, que inicia suas atividades em 2014, agrega 57 pesquisadores de 21 institui\u00e7\u00f5es. Os principais parceiros da Embrapa no SoloVivo s\u00e3o a Itaipu Binacional e a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Plantio Direto na Palha.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Embrapa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O plantio direto est\u00e1 no Brasil desde os anos 1960. Tendo inicialmente, tr\u00eas requisitos m\u00ednimos simples (n\u00e3o revolvimento do solo, rota\u00e7\u00e3o de culturas e uso de culturas de cobertura para forma\u00e7\u00e3o de palhada), sua ado\u00e7\u00e3o pelos produtores parecia ser f\u00e1cil. De fato, devido principalmente aos impactos conservacionistas e econ\u00f4micos proporcionados, a \u00e1rea com essa forma de manejo cresceu rapidamente nos \u00faltimos trinta anos, atingindo cerca de 25 milh\u00f5es de hectares no Pa\u00eds. Curiosamente, ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, \u00e1reas que utilizam o plantio direto t\u00eam apresentado eros\u00e3o h\u00eddrica e quebra da estabilidade da produtividade, problemas que anteriormente s\u00f3 eram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9296,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-9295","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9295\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/creapb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}