Ouvidoria

Associação realiza evento para discutir situação hídrica da Paraíba

 

A situação hídrica e de abastecimento da Paraíba foi discutida na manhã desta quinta-feira (28) por engenheiros ambientais e estudantes da área, no Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB), no bairro de Tambiá em João Pessoa. O evento contou com uma palestra do assessor de Planejamento e Gestão da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Ricardo Benevides, que apresentou os principais pontos da Lei Federal 11.445/2007, que estabelece as diretrizes para o saneamento básico.

De acordo com ele, o principal problema enfrentado pela empresa no momento é a falta de recursos para promover mais investimentos em estruturas de controle de perda de água. Segundo Benevides, as taxas recolhidas com o pagamento das contas de água cobrem apenas os custos com a manutenção do setor operacional, mas não permite a realização de obras de grande porte ou troca de equipamentos mais modernos.

“O grosso do investimento é feito com recursos do governo do estado e do governo federal. Seria preciso uma linha de financiamento do PAC para auxiliar em obras para controle e perda de água, porque quando a gente passa para a recuperação das grandes estações de tratamento de água ou troca de sistemas de tubulação nos locais mais antigos, são obras mais difíceis e mais caras. Então, é preciso que o governo federal se sensibilize quanto a isso e crie uma linha para financiar esses serviços”, detalhou o representante da Cagepa.

Para a presidente da Associação Paraibana dos Engenheiros Ambientais (APEAMB), Kátia Lemos, o evento foi uma oportunidade para os profissionais e estudantes se familiarizarem com a legislação, conhecer a realidade do Estado e tirar dúvidas.

“Anualmente nós promovemos esse tipo de debate para discutir os temas mais relevantes. Escolhemos a crise hídrica para saber como está a situação aqui na Paraíba e de que maneira nós, enquanto profissionais, podemos colaborar para amenizar essa situação. A nossa proposta é trocar essas informações e levar ao conhecimento dos órgãos públicos responsáveis pelo acompanhamento desses problemas e também os gestores municipais e estaduais”, disse Kátia Lemos.

Katiana Ramos (Revista Edificar)

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