Ciclo de Debates sobre Ética é encerrado com live que teve a solidariedade e a pandemia como foco

Ética em tempo de pandemia foi o tema da última live do Ciclo de Debates sobre Ética, promovido pelo Crea-PB, que levou debates sobre ética ao canal do Youtube da instituição todas as quintas-feiras do mês de maio.

A live desta quinta-feira (27) foi aberta pelo presidente do Crea-PB, Antônio Carlos Aragão, que além de cumprimentar todos os participantes, aproveitou a ocasião para parabenizar a engenheira agrônoma Giucélia Figueiredo pela sua reeleição para a diretoria nacional da Mútua. Ele também falou da importância da ética ”não só profissional, mas no modo de agir e de viver”.

A coordenadora nacional das Comissões de Ética do Sistema Confea/Crea e da Comissão de Ética do Crea-PB, Carmem Eleonora Amorim Soares, apresentou um breve currículo de todos os participantes, que, um a um, falaram das suas impressões sobre o tema.

O subprocurador geral da República, Luciano Mariz Maia, foi o primeiro a falar e destacou a ”imensidão de oportunidades de transformações do mundo que a engenharia permite”. Ele lembrou que são as engenharias que permitem a comunicação durante a pandemia, possibilitando inclusive a realização das lives.

Entrando na seara da ética, Luciano Mariz Maia falou sobre a importância da solidariedade na pandemia, e sobre compartilhar o que se tem e que falta ao outro. ”O olhar coletivo é que pode fazer a diferença”, disse. ”Temos que ter a compaixão de entender que estamos todos sob a mesma tempestade, mas em barcos distintos. Muitos estão afundando, muitos estão à deriva”, argumentou em outro momento.

A solidariedade acabou se tornando o tema central do debate. Ela também entrou na fala da coordenadora acadêmica das engenharias da Uninassau, Marli Melo, que fez sua exposição em seguida.

”Muitas vezes a gente acha que a ética é individual, mas não é”. Marli Melo também usou a honestidade, responsabilidade, sigilo e empatia como exemplos de condutas éticas. Para ela, nessa pandemia, as pessoas terão que rever suas práticas, mantendo apenas as que são consideradas boas.

A diretora nacional da Mútua, Giucélia Figueiredo, contou que assistiu a todas as lives anteriores. ”Observei que todas as abordagens têm um fio condutor, que a ética tem que estar sempre subordinada aos interesses coletivos”, afirmou.

Giucélia disse querer acreditar que, ao final da pandemia, teremos uma sociedade mais solidária e destacou que se preocupa também com a fome. ”O grande elemento da salvação é a solidariedade humana. Nós temos que ter a vacina, a ciência, a tecnologia, as políticas públicas, mas também a solidariedade. Não basta eu me cuidar, eu também tenho que cuidar do outro. Para mim, isso será o grande exercício ético da humanidade”, comentou.

Acompanhando o raciocínio dos outros participantes, o deputado estadual Raniery Paulino opinou que solidariedade é a palavra mais bonita do dicionário, mas é preciso que não fique só na palavra, mas também na vivência. Ele lembrou que, mesmo em isolamento social, ninguém é autossuficiente, e também trouxe à tona o tema da saúde mental. ”Nós temos uma nova pandemia chegando, que é a da saúde mental”, diss

 

Debate

Após as exposições iniciais foi iniciada a etapa de perguntas e respostas, com participação do público. O primeiro questionamento veio da própria moderadora, Carmem Eleonora, que pediu ao deputado Raniery Paulino para falar sobre a Lei da Ficha Limpa idealizada por ele na Paraíba. Raniery explicou que, enquanto a legislação nacional não permite a candidatura de políticos considerados ‘ficha suja’, a lei estadual veta que esses mesmos políticos assumam cargos públicos que envolvam ordenamento de despesa

Já Luciano Mariz foi questionado sobre a atuação de procuradores da Operação  Lava Jato. ”Em qualquer lugar, quando você perde a institucionalidade e o personalismo cresce, você tem um problema”, respondeu ele.

O vídeo com a gravação do debate ficará disponível no Youtube do Crea-PB.

 

 

*Bárbara Wanderley (colaboração para a Assessoria de Comunicação do Crea-PB)